"Angola não é apenas o conjunto de imagens que a comunicação social tendenciosa escolhe para mostrar, nem aquilo que é dito por meia dúzia de angolanos pagos para promover a intriga política, denegrir o seu próprio país e as suas instituições, e servir outros interesses, mas não o dos angolanos", afirmou, esta manhã, no Congresso do PCP, a dirigente do MPLA Luísa Damião. No final da sua intervenção, a deputada da Assembleia Nacional de Angola e membro do Bureau Político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) foi aplaudida de pé pelos delegados do XX Congresso do PCP.

Neste discurso, porém, estiveram ausentes quaisquer referências ao processo de sucessão interna de José Eduardo dos Santos na liderança do MPLA, partido que governa Angola desde 1975.

Nos cinco minutos de intervenção, em Almada (Setúbal), a dirigente do MPLA referiu-se antes aos críticos do regime angolano e "à comunicação social tendenciosa".

Antes, a dirigente do MPLA tinha sustentado a tese de que Angola apresenta um quadro de desenvolvimento económico e social, com menos pobreza e melhores indicadores sociais desde a paz de 2002.

Neste ponto, apresentou indicadores sobre a política de habitação, incluindo práticas de "autoconstrução", e deu como exemplos de progresso o crescimento no número de estudantes universitários, que desde 2002 aumentou de 14 mil para 230 mil, e do número de crianças no Ensino Básico público, que terá subido de quatro milhões para oito milhões.

A deputada do MPLA voltou a receber muitas palmas dos congressistas do PCP quando elogiou o percurso e a obra política do líder histórico cubano, Fidel Castro, cujo apoio militar foi relevante na guerra civil angolana, sobretudo entre 1975 e 1989.

"Não nos podemos esquecer de Cuba de Fidel Castro. Ele que acaba de partir e nos deixa um incomparável legado de amizade, solidariedade, internacionalismo, devoção das causas dos povos oprimidos, fazendo do seu país uma referência nos domínios da educação, saúde e investigação científica, entre outras áreas do saber", declarou Luísa Damião.

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