“Houve quem dissesse que é mais um anúncio. Não, não é mais um anúncio, infelizmente este trabalho tem de passar por muitas etapas e este foi o primeiro passo de um processo que não vai mais parar, que é a autorização para lançar o concurso”, reforçou Pedro Nuno Santos na apresentação das carruagens ARCO no Parque Oficinal de Guifões, em Matosinhos, no distrito do Porto.

O governante, que tinha o primeiro-ministro, António Costa, a ouvir a sua intervenção, falou numa autêntica “revolução na ferrovia”.

Este é um processo que demora, admitiu, ressalvando que os comboios não são carros e não estão à venda em ‘stands’.

Por se tratar de um processo demorado é que a CP identificou material circulante espalhado pelo o país e o está, agora, a recuperar.

Desde que reabriu a oficina de Guifões, em janeiro de 2020, foram já intervencionadas 67 carruagens, automotoras e locomotivas que, recordou, estavam “encostadas”.

“Já estão a circular e com uma poupança tremenda. Está recuperado num ano e meio 120 milhões de euros em material circulante que custou ao Estado e à CP menos de 10% deste valor”, sublinhou.

O Governo aprovou um concurso para a aquisição de 117 novas automotoras elétricas pela CP, num valor de 819 milhões de euros, a “maior compra da história” da operadora, segundo o ministro Pedro Nuno Santos.

O concurso foi aprovado em Conselho de Ministros, sendo que o Governo espera que o primeiro comboio chegue em 2026 e que a totalidade das composições esteja em circulação em 2029.

O ministro adiantou que o objetivo deste concurso é substituir material circulante com décadas e dar resposta ao aumento da procura.

“Precisamos de muito e novo material circulante porque a procura aumentou e vai continuar a aumentar”, considerou.

Isto depois de décadas em que o país “desistiu da ferrovia, fechou linhas de caminhos-de-ferro e estrangulou e deixou de acreditar na CP”, frisou.

Pedro Nuno Santos reafirmou que o Governo quer, agora, dar “nova centralidade” na ferrovia.

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