O gabinete do chefe do executivo catalão apresenta o encontro como mais um dentro de uma série de reuniões que Sánchez vai ter com os vários líderes das Comunidades Autónomas que se iniciam em 25 de junho, quando receber o “lehendakari” (presidente do governo do País Basco), Íñigo Urkullu.

Depois de tomar posse do cargo de primeiro-ministro, a 02 de junho, Pedro Sánchez indicou a sua intenção de realizar uma ronda com todos os presidentes regionais para analisar a sua relação com o executivo central e assuntos concretos, como o novo financiamento autonómico.

O primeiro-ministro espanhol também indicou a sua vontade em normalizar o diálogo com a Catalunha dentro do âmbito do que está previsto na Constituição e das disposições que asseguram a unidade do país.

Por seu lado, o presidente do governo catalão (Generalitat), Quim Torra, insiste que o objetivo do seu executivo continua a ser a independência da região.

A data do encontro entre Sánchez e Torra foi conhecida depois de o presidente da Generalitat ter enviado na quarta-feira uma carta ao rei de Espanha, Felipe VI, a pedir uma reunião para esta sexta-feira, durante a visita que o monarca irá realizar a Barcelona para inaugurar os Jogos do Mediterrâneo.

O Governo espanhol, que tem de autorizar este encontro, já fez saber que só estava a trabalhar numa reunião entre Sánchez e Torra e não neste segundo encontro.

A carta ao monarca foi assinada por Quim Torra e pelos dois anteriores presidentes regionais independentistas, Carles Puigdemont e Artur Mas.

O governo separatista catalão liderado por Carles Puigdemont organizou em 01 de outubro de 2017 um referendo sobre a autodeterminação da Catalunha que foi considerado ilegal pelo Tribunal Constitucional.

Os separatistas não aceitam essa interpretação sobre a consulta popular que consideram terem vencido com uma elevada maioria, depois de os partidos unionistas terem apelado ao seu boicote.

O Governo central decidiu intervir diretamente na região no final de outubro de 2017 e organizou eleições regionais em 23 de dezembro do mesmo ano que voltaram a ser ganhas pelos partidos independentistas que continuam a insistir na autodeterminação da região.

O Partido Socialista Operário Espanhol, agora no Governo, sempre apoiou todas as decisões relacionadas com a Catalunha tomadas pelo anterior executivo do Partido Popular (direita).

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