Depois da última reunião dos familiares das vítimas, "o Presidente da República não esperou”, disse à agência Lusa Nádia Piazza, uma das promotoras da futura Associação de Familiares das Vítimas de Pedrógão Grande.

“Contactou-nos e agendou" a audiência, que se realiza na terça-feira, às 15:00, disse.

"Não esperava outra coisa do senhor Presidente da República. Tem-se comportado, desde a primeira hora, como um verdadeiro chefe de Estado. Tem dado a cara a todo o momento, tem estado no terreno e conversa com as pessoas", sublinhou.

No Palácio de Belém, a comitiva de seis pessoas vai abordar diversas questões, como "a assunção de responsabilidades" por parte das entidades públicas, a "preocupação sobretudo com os jovens e as crianças" afetados e a necessidade de se criar uma proposta legislativa para garantir uma maior proteção dos familiares de vítimas de catástrofes, explicou Nádia Piazza.

Segundo a promotora da futura associação, os familiares pretendem que se desenvolva um mecanismo para que, face a uma catástrofe, seja criada automaticamente uma associação que represente as vítimas, como acontece em França.

As expectativas para a reunião "são altas", sublinhou.

O incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foi dado como extinto uma semana depois.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra e Penela.

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