Na comissão parlamentar Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a ministra referiu que uma das questões que tem sido muito suscitada é porque não mandou a IGAI fazer “imediatamente um inquérito ao incêndio” de Pedrógão Grande, como aconteceu ao fogo que deflagrou em agosto de 2016 em São Pedro do Sul.

“A IGAI não tem vocação porque lhe falta também meios para aferir tudo o que se passou neste incêndios na sua globalidade e que nos convoca muitas questões”, justificou.

Sobre o inquérito pedido à IGAI aos incêndios de São Pedro Sul, a ministra referiu que, na altura, estava em causa questões relacionadas com os meios colocados no terreno e se tinham sido fornecidas refeições aos bombeiros.

“Para estas questões tão simples mandei instaurar um inquérito à IGAI e até hoje estou à espera das suas conclusões. Espero receber em breve até para saber se foram ou não fornecida alimentação aos bombeiros”, disse.

Os incêndios que deflagraram na região Centro, no dia 17, provocaram 64 mortos e mais de 200 feridos, e só foram dados como extintos no sábado.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

A área destruída por estes incêndios - iniciados em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e em Góis, no distrito de Coimbra - corresponde a praticamente um terço da área ardida em Portugal em 2016, que totalizou 154.944 hectares, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna divulgado pelo Governo em março.

Das vítimas do incêndio que começou em Pedrógão Grande, pelo menos 47 morreram na Estrada Nacional 236.1, entre Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, concelhos também atingidos pelas chamas.

O fogo chegou ainda aos distritos de Castelo Branco, através da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

O incêndio de Góis, que também começou no dia 17, atingiu ainda Arganil e Pampilhosa da Serra, sem fazer vítimas mortais.

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