O anterior balanço apontava para 20 mortos e 65 feridos.

Na segunda-feira, uma multidão enfurecida incendiou prédios, lojas e casas do governo local e ateou fogo a carros e motos na cidade de Wamena, na província de Papua, num protesto que juntou centenas de pessoas provocadas, que eclodiu devido a suspeitas de insultos xenófobos de um professor a um estudante indígena.

O porta-voz da polícia de Papua, Ahmad Musthofa Kamal, disse que mais seis corpos foram encontrados ao redor dos destroços queimados dos edifícios engolidos pelos incêndios.

Numa outra manifestação, em Jayapura, capital da província, que provocou a morte a um soldado e três civis, a polícia deteve 733 estudantes universitários para interrogatório, indicou o porta-voz da Polícia Nacional, Dedi Prasetyo.

Os estudantes reuniram-se em frente à Universidade de Jayapura para protestar contra o racismo.

No entanto, ocorreram confrontos com a polícia que disparou tiros de aviso para deslocá-los para outro local, de acordo com um jornalista da agência noticiosa France-Presse (AFP).

Em Wamena, a sede do departamento do governo local foi destruída devido a um incêndio, bem como outros edifícios e lojas.

Desde 19 de agosto, muitas localidades em Papua assistiram a manifestações, algumas degenerando em tumultos com edifícios em chamas e confrontos com a polícia.

A agitação começou em reação aos incidentes racistas contra estudantes de Papua na Surabaya, a segunda maior cidade da Indonésia na ilha de Java, tendo sido também relançados os pedidos para um referendo sobre a independência.

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