“No âmbito do inquérito, dirigido pelo Ministério Público, onde se investigam as circunstâncias do treino que levaram à morte de alunos do curso de Comandos, estão em curso diligências, tendo sido emitidos mandados de detenção relativamente ao diretor da prova, ao médico e a cinco instrutores”, adiantou a PGR.

Em comunicado, a PGR realçou que “estes militares são suspeitos da prática de crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça Militar) ”, salientando que serão presentes ao juiz de Instrução Criminal para aplicação de medidas de coação.

Na nota, a PGR, indicou que para além dos sete visados pelos mandados de detenção, o processo tem dois outros arguidos constituídos, também estes militares.

“As investigações prosseguem, estando causa os factos suscetíveis de integrarem os já referidos crimes de abuso de autoridade por ofensa à integridade física (art.º 93.º do Código de Justiça de Militar) bem como de crimes de omissão de auxílio (art.º 200.º do Código Penal)”, é referido.

Na investigação, que corre no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, o Ministério Público é coadjuvado pela Polícia Judiciária Militar.

O Exército confirmou anteriormente à agência Lusa ter recebido um pedido de detenção de militares no âmbito da investigação à morte de dois militares do curso Comandos na região de Alcochete, distrito de Setúbal.

Dois militares morreram na sequência do treino do 127.º Curso de Comandos na região de Alcochete, no distrito de Setúbal, que decorreu no dia 04 de setembro, e vários outros receberam assistência hospitalar.

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