Alterações climáticas, perda de biodiversidade e poluição são as três frentes em que a Conferência de Estocolmo, que em 1972 serviu para chefes de Estado se comprometerem com ação ambiental global, irá entre 02 e 03 de junho apontar rumos para “desbloquear o futuro”.

Na avaliação das Nações Unidas, em cinco décadas só se cumpriu um décimo das metas mundiais para o ambiente e desenvolvimento sustentável, a par de um aumento do uso de recursos naturais, que triplicou desde 1970 mas que ainda não garante uma distribuição igual de riqueza e de responsabilidades.

“Os países de rendimentos mais altos consumiram mais recursos”, contribuindo para emissões de gases com efeito de estufa “13 vezes superiores aos de países de menores rendimentos”, afirmam os especialistas, notando que “os humanos alteraram 75 por cento da superfície terrestre do planeta, tiveram impacto em 66% da área oceânica e destruíram (direta ou indiretamente) 85% das zonas húmidas”.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento, faltam 2,3 biliões de euros para financiar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A receita principal para chegar a um equilíbrio passa por “redefinir a relação entre os seres humanos e a natureza”, lê-se no relatório, em que se advogam cidades e áreas urbanas com natureza integrada, bem estar-animal e educar sobre a natureza, entre outras medidas.

A organização ambientalista portuguesa ZERO, que participa na Conferência de Estocolmo, afirmou hoje que se trata de um “momento decisivo” para os países que se reunirão em plenário, com o ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, a intervir por Portugal.

As nações vão debater como chegar a um planeta saudável e sustentável para todos, a recuperação da pandemia da covid-19 e acelerar durante a década as medidas para cumprir a vertente ambiental dos objetivos de desenvolvimento.

“Atualmente, nenhum país está a dar aos seus cidadãos o que precisam sem transgredir os limites biofísicos planetários”, assinalou a ZERO.

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