As devastadoras explosões no porto de Beirute, em agosto, que mataram centenas de pessoas, e o misterioso incêndio no mesmo local, na quinta-feira, provocaram uma escalada de tensão política no Líbano.

As explosões, causadas pela detonação de quase três mil toneladas de nitrato de amónio que tinha sido armazenado indevidamente no porto, e o incêndio numa fábrica de pneus não teve até agora ninguém responsabilizado, aumentando o desconforto da população.

Os manifestantes que hoje desfilaram em Beirute quiseram exprimir a sua raiva perante a situação no país, pedindo responsabilidades pelas recentes tragédias.

Os apoiantes do Presidente libanês, Michel Aoun, ainda tentaram fazer uma contramanifestação, mas apenas aumentaram a tensão dos opositores do regime.

Quando os manifestantes antigovernamentais tentaram quebrar um cordão de segurança, que bloqueava o seu caminho para o palácio presidencial, as forças de segurança dispararam balas de borracha contra as centenas de pessoas.

Alguns manifestantes responderam, atirando pedras e galhos de árvores contra os militares, ferindo alguns deles.

Os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o Governo e culparam a corrupção e a negligência dos políticos pelos acidentes que abalaram o país nas últimas semanas.

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