Um cobertor de ‘smog’ castanho envolveu a cidade no domingo, impedindo a visibilidade das montanhas e obrigando muitos dos 14 milhões de residentes a ficar em casa.

O nível das perigosas partículas inaláveis PM2,5 chegou a 156 na segunda-feira, mais de três vezes o nível considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde.

“Infantários e escolas primárias estão fechados na segunda-feira em Teerão e na maioria das cidades da província”, anunciou o Ministério da Educação, de acordo com a agência oficial Irna.

As autoridades alargaram as restrições ao trânsito que obrigam à circulação alternada dos carros com matrículas de número par e ímpar em duas zonas centrais da cidade, e destacaram ambulâncias para as zonas mais poluídas e movimentadas.

O presidente da câmara de Teerão, Mohammad Bagher Ghalibaf, foi de metro para o trabalho no domingo, de modo a encorajar as pessoas a utilizarem os transportes públicos.

Apesar de ter cerca de 100 estações, Ghalibaf diz que o metro não é suficientemente financiado pelo Governo central e que Teerão tem dos piores engarrafamentos do mundo.

Os residentes foram aconselhados a ficar em casa, com alertas de que a poluição é particularmente perigosa para os idosos, grávidas, crianças e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas.

A poluição aumentado nos últimos seis dias e prevê-se que continue até quarta-feira, quando são esperados ventos que podem fazer circular o ar.

As fábricas de areia e cimento nos arredores de Teerão foram encerradas temporariamente.

Todos os anos Teerão sofre os piores níveis de poluição no mundo, quando o tempo frio ‘prende’ os gases libertados pelos escapes dos 10 milhões de carros e motas da cidade.

Em 2014, quase 400 pessoas foram hospitalizadas com problemas cardíacos e respiratórios causados pela poluição em Teerão, e quase 1.500 precisaram de ser assistidas.

O Ministério da Saúde estimou que a poluição contribuiu para a morte prematura de 4.500 pessoas em Teerão em 2012 e de cerca de 80.000 em todo o país.

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