Na segunda-feira um cidadão são-tomense vandalizou as instalações da embaixada portuguesa em São Tomé e Príncipe, alegadamente devido à demora no processamento de vistos para viajar para Portugal, o que motivou um pedido de desculpa do Governo local.

“Ao saber desse ato determinei que a embaixada me informasse sobre o prazo dos agendamentos que estão a decorrer e quais as razões dos atrasos, caso se verifiquem”, disse Santos Silva, em Luanda, à margem da cerimónia de inauguração da Bienal de Luanda- Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz.

O ministro garantiu que, se se estiverem a verificar atrasos superiores ao normal, terão de ser corrigidos porque “as pessoas têm direito a ser atendidas num prazo útil” e adiantou que espera obter em breve o relatório.

“A partir daí estarei em condições de tomar decisões”, declarou.

O gabinete da ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e Comunidades são-tomense lamentou o ocorrido e disse que o Governo iria avançar com a abertura de inquérito, com vista ao apuramento de responsabilidades, mas manifestou igualmente “a necessidade de uma abordagem mais humana” no que toca aos procedimentos, nomeadamente ao nível de atendimento e tempo de resposta.

Santos Silva desvalorizou o episódio, considerando que o Governo são-tomense “não pode ser responsabilizado por um ato irrefletido de uma pessoa” e sublinhou que não houve destruição, sim “vandalização” de instalações.

Os serviços consulares já foram reabertos e não deverá haver reforço de segurança, segundo o ministro.

“São Tomé é um país pacífico, os portugueses são bem queridos em São Tomé e os são-tomenses são bem queridos em Portugal. Os dois Estados têm uma preocupação de sempre no que diz respeito ao que as leis internacionais determinam. Foi apenas um ato irrefletido como às vezes acontece, que não se deve exagerar”, insistiu o chefe da diplomacia portuguesa.

A capital angolana recebe, entre hoje e domingo, a Bienal de Luanda, um evento que terá em destaque o tema da resolução de conflitos em África.

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