Manuel Correia, amigo do jovem e da sua família, confirmou à Lusa que o português estava a conduzir o seu carro, quando o atacante disparou, vitimando mortalmente o passageiro que seguia ao seu lado.

"Foi quando ele ia a conduzir, mandaram parar, deram-lhe um tiro a ele, outro ao colega, o colega morreu, ele ficou ferido. Roubaram-lhe o carro e depois é que foram para o supermercado", contou, adiantando que tudo o que sabe é o estado dele "é grave".

Manuel Correia adiantou, ainda, que o jovem, originário de Coimbra, está em França "há uns dois anos" e que os pais emigraram há mais tempo.

"Bom, tratar-se de um português trata. Agora o que se passou realmente, realmente não sei muito a fundo. Tem 27 anos, vive ao lado de Carcassonne. Ele agora não estava a trabalhar ultimamente, estava a fazer formação na hotelaria", afirmou.

Os ataques de hoje em Carcassonne e Trèbes, no sul de França, fizeram quatro mortos, incluindo o atacante, e cinco feridos, três deles em estado grave, segundo o Ministério do Interior francês.

Segundo o mais recente balanço provisório oficial, citado na imprensa, os mortos são o passageiro do automóvel que o atacante roubou em Carcassonne, duas pessoas feitas reféns no supermercado Super U de Trèbes e ainda o próprio atacante, morto durante o assalto policial.

Entre os feridos graves figura um oficial da polícia local que tomou o lugar de uma refém.

Há ainda dois feridos ligeiros, um deles um polícia ferido a tiro numa perna durante o assalto final.

Redouane Lakdim, 26 anos, sequestrou trabalhadores e clientes num supermercado de Trèbes, afirmando agir em nome do grupo extremista Estado Islâmico.

Antes, o atacante roubou um automóvel em Carcassonne, matando um passageiro e ferindo o motorista português, e, no caminho para Trèbes, disparou seis tiros contra um grupo de quatro polícias, ferindo um deles, sem gravidade, segundo fontes próximas da investigação.

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