Negishi morreu no domingo em Indianápolis e a família planeia repatriar o corpo para o Japão no próximo ano, assinalou nesta sexta-feira à noite a Universidade Purdue.

Os três químicos receberam o Prémio Nobel pela criação de uma das ferramentas mais sofisticadas da química, abrindo caminho para tratamentos do cancro e de produtos eletrónicos e plásticos considerados revolucionários.

As suas descobertas estão a permitir que centenas de cientistas sintetizem muitas substâncias encontradas na natureza em todo o mundo, desde os mares italianos aos oceanos filipinos e à selva indonésia do Bornéu, de acordo com a Academia Sueca que atribuiu o Nobel.

Negishi tinha comparado o seu trabalho a brincar com “legos [que] podem ser montados para fazer coisas de qualquer forma, tamanho ou cor”.

“O mundo perdeu um grande e encantador homem, alguém que fez a diferença na vida das pessoas como cientista e como ser humano”, observou o presidente da Universidade Purdue, Mitch Daniels.

“Entristece-nos a sua morte, mas agradecemos as suas descobertas que mudaram o mundo”, acrescentou.

Nascido em 1935 em Changchun, então uma cidade japonesa, mas agora chinesa, Negishi cresceu no Japão, onde terminou o ensino secundário antes de se juntar a uma empresa química e farmacêutica, Teijin.

Mas cedo percebeu que para fazer química de alto nível, tinha de ir para os Estados Unidos, “que era um país dominante” na investigação científica da altura.

Negishi veio para os Estados Unidos em 1960 para estudar na Universidade de Filadélfia, onde recebeu o seu doutoramento em 1963. Em 1979, foi nomeado professor na Universidade Purdue (Indiana, EUA), onde mais tarde se tornou professor emérito.

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