André Ventura, também líder do Chega, fez metade do percurso sem máscara, suscitando algumas críticas de transeuntes, que também apontavam o dedo ao “aglomerado de pessoas” da comitiva e ao “desrespeito” pelo distanciamento social.

Aos jornalistas, Ventura afirmou que, em campanha eleitoral, “nem sempre é fácil” respeitar as regras determinadas pelas autoridades de saúde e admitiu que “vão existir alguns momentos com pequenos erros”.

No entanto, disse que para a arruada de hoje impôs um limite de pessoas, já que terão sido “mais de 600” a manifestarem vontade de participar.

“Como a minha candidatura é a mais popular de todas, vamos ter mais dificuldades de fazer esta campanha [dentro das normas sanitárias]. As pessoas querem muito juntar-se a nós”, referiu.

Por isso, garantiu que a sua campanha integrará algumas outras arruadas, porque não tem medo “de dar a cara” e de mostrar ao que vem, por muito que o ataquem com “racismo, fascismo ou xenofobia”.

“Não nos escondemos aos portugueses. Uns gostam, outros não, é a política”, disse ainda.

Na arruada em Braga, o candidato, "sinalizado" por muitas bandeiras do Chega, acenou a todos, levantou o polegar na direção de quem passava e tirou uma meia dúzia de fotografias com populares.

Os apoiantes gritavam palavras de ordem como “nós só queremos Ventura a presidente” ou “Ventura vai em frente, tens aqui a tua gente”.

No calor da arruada, houve mesmo quem gritasse “até os comemos”.

Ventura disse que já contava com este entusiasmo das gentes do Norte e adiantou que é com estes e outros apoios que prevê atingir a meta de ficar em segundo na primeira volta das Presidenciais e de discutir a segunda volta com Marcelo Rebelo de Sousa.

Ao eleitorado “natural” do Chega, Ventura quer ainda juntar os votos daqueles que estão “frustrados com o sistema”, designadamente com o PSD e o PS.

“Estamos a lutar para o conquistar”, referiu.

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