Num encontro ‘online’ organizado pela candidatura do comunista João Ferreira, intitulado “À conversa: apoiar as Pequenas e Médias Empresas, responder ao país – Um horizonte de esperança”, quatro empresários de diferentes áreas relataram a situação que vivem, dizendo temer que a mesma se agrave.

Jorge Pisco, empresário e presidente da Confederação Portuguesa das Pequenas e Médias Empresas (CPPME), alertou para a situação “dramática” que os empresários estão a viver e lamentou que os prometidos apoios financeiros tardem em chegar.

“Na realidade, a situação já era complicada, mas neste momento, ao fim de dois meses, a situação, podemos dizer, é dramática”, apontou, lamentando que “o conjunto tão vasto de medidas que o Governo tem vindo sucessivamente a tomar”, se percam nelas próprias.

Segundo o empresário, “há setores que desde março do ano passado estão completamente parados”, situação para a qual tem vindo a alertar o Governo, os partidos na Assembleia da República e até o Presidente da República.

Luís Rebelo, empresário da restauração em Setúbal, disse, por seu turno, que os apoios destinados aos empresários “são mal distribuídos”, depois de o setor ter tido de “se reinventar para o ‘take away’” e passar a lotação dos espaços para 50%, entre outros desafios.

Para o empresário, “a pandemia do desemprego e do desespero é mais grave do que qualquer pandemia”, sendo expectável que esta situação leve ao fecho de empresas e à destruição de milhares de empregos.

Nesse sentido, aproveitou para deixar um apelo ao Governo: “Se estamos à espera que nos ajudem, então ajudem-nos de uma única maneira extremamente importante: deixem-nos trabalhar”.

Também Paulo Pinho, empresário na área da publicidade em Vila Franca de Xira, mostrou-se “alarmado” e “desanimado” face ao confinamento que se avizinha, considerando que vai ser “muito mais difícil do que foi em março”, já que as empresas nessa altura vinham “bastante balançadas” pelo “bom ano” de 2019.

No final do encontro virtual, o candidato comunista à Presidência da República sublinhou que “ninguém poupou” na expressão dramática, “porque a situação é dramática”, acrescentando que não se trata de “carregar na força das palavras”, mas sim de “descrever de forma fiel a realidade que estamos a viver”.

Durante a manhã, João Ferreira teve um encontro com a deputada socialista Isabel Moreira, na Praça das Flores, de onde seguiu para o Jardim Amália Rodrigues para uma ação simbólica de manifestação de apoio à sua candidatura de um grupo de 285 ecologistas, com Heloísa Apolónia.

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