"Evito sempre o comentário político até ao momento em que a política se confunde com a economia", começou por responder Miguel Maya aos jornalistas quando perguntado sobre a intenção de alguns partidos limitarem o comissionamento do MB Way.

Miguel Maya afirmou que o BCP defende "um sistema financeiro transparente na relação com os clientes", e que a "transparência requer preço justo".

O líder do BCP comparou o MB Way às entradas de uma refeição num restaurante, que podem ser gratuitas mas são depois pagas "no prato, na sopa ou na sobremesa".

"Porque é que nós desconfiamos se nos puserem o tal prato na mesa com as entradas e se disserem que é de borla, e já não desconfiamos se alguém nos está a dar alguma coisa que tem valor reconhecido e é imposto que seja de borla?", questionou Miguel Maya.

O presidente executivo do BCP afirmou que o serviço do MB Way acaba por ser pago com a "redução de outras linhas de negócio" ou no "corte aos colaboradores", acabando "alguém" por ter de suportar os custos.

"Não podemos ter um discurso que queremos ter uma União Bancária, e depois ter, simultaneamente, um conjunto de restrições à atividade bancária e aos operadores que criam emprego em Portugal, que pagam impostos em Portugal, de forma a torná-los menos competitivos", defendeu Miguel Maya.

O responsável afirmou que estas questões concorrem para que "o sistema financeiro se deslocalize de Portugal, destruindo empregos e destruindo prosperidade".

"O que nós queremos é o máximo de transparência", defendeu, manifestando a vontade de estar num "sistema muito bem regulado e muito bem supervisionado", com "preços de mercado a funcionar, com a possibilidade dos clientes terem informação sobre cada um dos produtos".

O líder do BCP afirmou ainda que o seu banco, "desde o momento em que lançou o MB Way pôs no preçário que ia ter um preço".

"Não lançámos e depois viemos dizer que agora vamos cobrar", explanou, acrescentando também que no caso do BCP o serviço "acaba por ser suportado por um conjunto muito reduzido de clientes", já que o banco mantém 1,2 milhões de pessoas isentas, bem como os clientes mais jovens.

No dia 27 de fevereiro, o parlamento irá discutir a proibição às comissões no MB Way, inicialmente proposto pelo BE e a que posteriormente se juntaram PCP e PAN, com o PS a pretender uma limitação à taxação de transferências naquela aplicação móvel.

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