“O ciclo de violência, provocações e retaliações a que temos vindo a assistir nas últimas semanas no Iraque tem de acabar. Tem de se evitar uma maior escalada a todo o custo. O Iraque continua a ser um país frágil. Demasiadas armas e milícias estão a atrasar o processo de regresso a uma vida normal por parte dos cidadãos iraquianos”, lê-se em comunicado.

Segundo Charles Michel, “o risco é o de um aumento da violência em toda a região e o surgimento de forças obscuras de terrorismo que se alimentam, por vezes, de tensões religiosas e nacionalistas”.

A Guarda Revolucionária iraniana confirmou a morte do general Qassem Soleimani, na sequência de um ataque aéreo, esta madrugada contra o aeroporto de Bagdad, que também visou o 'número dois' da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular [Hachd al-Chaabi].

Quase em simultâneo, o Pentágono anunciou que foi Donald Trump a ordenar a morte do general: "Por ordem do Presidente, as forças armadas dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal norte-americano no estrangeiro, matando Qassem Soleimani".

Em comunicado, o Pentágono apontou que Soleimani estava "ativamente a desenvolver planos para atacar diplomatas e membros de serviços norte-americanos no Iraque e em toda a região".

Washington também acusou Soleimani de aprovar o assalto inédito à embaixada dos Estados Unidos em Bagdad no início desta semana.
O ataque ao general iraniano "tinha como objetivo dissuadir futuros planos de ataque iranianos", precisou.
Numa aparente reação, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma imagem da bandeira norte-americana na rede social Twitter, sem qualquer comentário.

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