No final de dezembro, o Presidente palestiniano tinha anunciado pretender dissolver o parlamento controlado pelo Hamas, o movimento islamita rival, e organizar eleições em seis meses. Um mês mais tarde, o anterior primeiro-ministro, Rami Hamdallah, apresentava a demissão.

Estes anúncios e a nomeação de Mohammed Ishtayeh, um dos fiéis do Presidente palestiniano, para a chefia do governo, são entendidas pelos analistas como uma forma de Mahmoud Abbas acentuar o isolamento do Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Este movimento anunciou hoje que não reconhece “o governo separatista porque foi formado sem consenso nacional”.

O porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum, denunciou em comunicado um novo governo “que reflete o unilateralismo de Abbas e o seu monopólio do poder”, alertando para a intenção do Presidente palestiniano de separar Gaza da Cisjordânia ocupada.

O governo tem origem na Autoridade Palestiniana, entidade provisória reconhecida internacionalmente e destinada a conceber um Estado independente que incluiria a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, separadas em algumas dezenas de quilómetros por território israelita. Na prática, as decisões importantes são tomadas pelo Presidente palestiniano.

A Autoridade Palestiniana apenas exerce o seu poder, limitado pela ocupação israelita, em pequenos fragmentos da Cisjordânia, território ocupado por Israel há mais de 50 anos.

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