“Condeno o uso excessivo da força pelas forças israelitas contra os nossos irmãos, que se reuniram para as orações de sexta-feira", disse Erdogan, num comunicado publicado no ‘site’ da presidência turca.

Erdogan precisou que falava enquanto presidente rotativo da Organização de Cooperação Islâmica.

Descrevendo como "inaceitável" a aplicação destes detetores, Erdogan pediu à comunidade internacional para "agir sem esperar para a retirada dos dispositivos que limitam a liberdade de culto", no Monte do Templo.

Três palestinianos morreram na sexta-feira, em confrontos com as forças de segurança israelitas, em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia ocupada.

Três israelitas foram esfaqueados mortalmente no mesmo dia no assentamento de Neve Tsuf, também conhecido como Halamish, a noroeste de Ramallah.

As tensões, que culminaram na sexta-feira, foram crescendo desde a semana passada, após um ataque que matou dois polícias israelitas a 14 de julho, na cidade velha de Jerusalém.

Israel decidiu instalar detetores de metais nas entradas para este local, o terceiro mais sagrado do Islão, por considerar que as armas dos agressores tinham sido escondidas na mesquita.

Erdogan é um fervoroso defensor da causa palestiniana e não tem calado as suas críticas ao governo de Israel, tendo denunciado fortemente na primavera a decisão das autoridades israelitas para limitar as chamadas para a oração nas mesquitas durante a noite.

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