O Presidente português considerou a visita do seu homólogo alemão a Portugal “um testemunho de nível de excelência nas relações entre os dois países”, que disse serem “mais do que parceiros na geografia (…) aliados unidos por laços antigos, fortes e duradouros”.

O chefe de Estado alemão, por seu turno, realçou “a amizade de longa data, cheia de confiança” que liga Portugal e a Alemanha.

Marcelo Rebelo de Sousa e Frank-Walter Steinmeier assinalaram também que partilham pontos de vista em relação a temas que consideram importantes como a integração europeia ou as migrações.

“A Europa é uma referência fundamental para a Alemanha, a Europa é uma referência fundamental para Portugal”, declarou o chefe de Estado português, enquanto o seu homólogo alemão referiu que a União Europeia “precisa da força” dos dois países para enfrentar as dificuldades atuais, adiantando que a Alemanha “estará ao lado” de Portugal nesse processo.

A saída do Reino Unido da União, as migrações e o sistema de asilo europeu ou a presença da Europa no mundo foram questões apontadas pelos dois presidentes nas declarações à imprensa.

Marcelo Rebelo de Sousa quis também registar “a forte e muito bem-vinda presença de empresários alemães em Portugal e o reforço do investimento português na Alemanha”.

O presidente português disse que, ao nível do “investimento e turismo”, se registou “um salto muito grande” nas relações entre os dois países”.

Em relação às questões económicas, o chefe de Estado alemão lembrou a “situação difícil” que Portugal viveu com o ajustamento, considerando que “agora está a dar frutos” com o crescimento da economia e adiantando ter “enorme respeito” pelo que foi feito no país.

A questão da cooperação ao nível científico entre os dois países foi referida por Frank-Walter Steinmeier como um sinal da “força inovadora” que foi posta em prática em Portugal.

O presidente alemão vai hoje à Fundação Champalimaud e na sexta-feira tem marcada uma visita ao Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, onde tem um encontro com estudantes alemães.

As declarações foram ainda ocasião para Marcelo Rebelo de Sousa agradecer publicamente ao presidente alemão pela solidariedade que o país demonstrou com Portugal “durante os terríveis incêndios de junho e de outubro do ano passado”.

E Frank-Walter Steinmeier referiu que Portugal foi solidário em relação à resposta da Alemanha face à crise dos refugiados.

Questionado pelos jornalistas em relação às longas negociações para a formação do governo alemão, Steinmeier declarou não poder fazer prognósticos, mas adiantou ter a expectativa de que a Alemanha terá “em breve um governo funcional”.

Os dois presidentes foram igualmente questionados sobre a situação da Autoeuropa, o maior investimento estrangeiro em Portugal, cujos trabalhadores têm um diferendo com a administração relativamente aos horários de trabalho.

O Presidente alemão não respondeu à pergunta e o português considerou que para Portugal e os portugueses “é importante a presença do investimento alemão, é importante que as relações sejam de médio e longo prazo, baseadas numa confiança recíproca”.

“Tudo aquilo que possa ser feito e ser feito também por portuguesas e portugueses para reforçar essa confiança recíproca é bom para as relações entre os países, mas em última análise é bom para Portugal, para as portuguesas e para os portugueses”, adiantou Marcelo Rebelo de Sousa, que nunca referiu o nome da empresa.

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