Este aviso foi deixado por António Costa momentos antes de a Assembleia da República aprovar o decreto do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que prolonga o estado de emergência até ao final do dia 17 de abril.

PS, PSD, BE, CDS-PP e PAN votaram a favor da renovação do estado de emergência, enquanto o PCP, PEV, Chega e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira abstiveram-se. O deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, foi o único a votar contra.

"Se há quinze dias era necessário decretar o estado de emergência, hoje é absolutamente imprescindível renová-lo. Não porque tenha sido por causa do estado de emergência que os portugueses demonstraram uma notável disciplina na autolimitação na sua capacidade de circulação, e não porque ao longo destes 15 dias não tenham acatado aquilo que são as limitações impostas - houve apenas 22 violações de confinamento e 11 violações da ordem de encerramento de estabelecimento", disse António Costa.

Para o primeiro-ministro, não renovar hoje o estado de emergência "seria dar a mensagem errada quando há 15 dias se considerou essencial que o estado de emergência fosse decretado".

"Seria dar a entender que aquilo que há 15 dias era necessário, hoje deixou de o ser. Ora, não é verdade. Continua a ser até mais necessário. Conforme o tempo vai decorrendo o risco vai aumentando, desde logo o risco da própria fadiga da autocontenção", justificou.

De acordo com a tese defendida pelo primeiro-ministro, o tempo de confinamento ao nível da circulação "vai aumentando a dor dos sacrifícios que são impostos às famílias, às empresas e aos portugueses em geral".

"Na próxima quinzena vamos viver períodos de risco muito acrescidos, como é o período da Páscoa. Sabemos todos que depois do túnel haverá luz, mas ainda é cedo para qualquer um de nós poder antever a luz ao fundo do túnel. É por isso o momento de prosseguir com determinação e disciplina aquilo que iniciaram os portugueses", acrescentou.

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