“A Amnistia Internacional lamenta profundamente a consternação e a raiva que o nosso comunicado de imprensa sobre táticas de combate do Exército ucraniano provocou”, disse a ONG, citada pela agência France-Presse (AFP).

“Embora mantenhamos plenamente as nossas conclusões, lamentamos a dor”, acrescentou a organização, que assinala que a sua prioridade “neste conflito, como em qualquer outro, é assegurar que os civis sejam protegidos”.

A Amnistia Internacional referiu que este era o seu “único objetivo” com a publicação deste “último relatório de investigação”.

O relatório, divulgado na quinta-feira, alertava para que as forças ucranianas colocam em perigo a população civil quando estabelecem bases militares em zonas residenciais e lançam ataques a partir de áreas habitadas por civis.

As forças ucranianas põem civis em perigo quando montam bases e operam sistemas de armas “em zonas habitadas por civis, incluindo em escolas e hospitais, para repelir a invasão russa que começou em fevereiro”, refere a organização no documento, acrescentando que essas táticas violam o direito internacional e tornam zonas civis em objetivos militares contra os quais os russos retaliam.

A organização de direitos humanos ressalvou, no entanto, que esta atuação não justifica os ataques indiscriminados da Rússia, que mataram mais de cinco mil civis, de acordo com as Nações Unidas.

Esta crítica irritou Kiev, tendo o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, afirmado “estar indignado” com as acusações “injustas” avançadas pela Amnistia Internacional, enquanto o Presidente, Volodymyr Zelensky, considerou que a organização estava a “tentar amnistiar o Estado terrorista russo”.

A publicação do relatório levou à demissão da responsável da Amnistia Internacional na Ucrânia, Oksana Pokaltchouk.

A secretária-geral da organização, Agnès Callamard, assegurou, na sexta-feira, que as conclusões do relatório foram “baseadas em provas obtidas durante investigações de larga escala sujeitas aos mesmos padrões rigorosos e processo de verificação de todo o trabalho da Amnistia Internacional”.

JO (PMC/APN) // CSJ

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