Em comunicado hoje divulgado, a Polícia Judiciária (PJ) refere que, numa busca à casa do suspeito, foram encontrados milhares de conversações estabelecidas com meninas, através do Messenger e do Facebook, contendo centenas de ficheiros multimédia (vídeo, imagem e áudio) em que as crianças aparecem nuas a exibir e manipular as zonas corporais íntimas.

O arguido utilizava um perfil falso, usando um nome e uma foto de um jovem atraente que não lhe correspondem e era assim que captava a atenção das vítimas.

A PJ adianta que as primeiras imagens enviadas pelas vítimas foram de livre vontade, passando depois o arguido a ameaçá-las com a divulgação dos conteúdos digitais quando estas recusavam fornecer mais conteúdos.

A investigação policial vai continuar para que seja possível identificadas o maior número de vítimas.

Na nota da direção nacional da PJ sublinha-se que este ano foram divulgadas cerca de uma centena de detenções por crimes sexuais, tendo como vítimas crianças e jovens, para efeito de prevenção criminal.

“Embora a maioria destas situações ocorram em contexto de proximidade, entre a vítima e agressor, aproximadamente um quinto dos casos investigados, que justificaram detenções, envolveram a apreensão de pornografia infantil”, refere a polícia, adiantando que frequentemente os conteúdos pornográficos apreendidos incluíam imagens intimas, facultadas pelas vítimas, induzidas em erro ou coagidas, pelos abusadores.

Apesar de ainda não haver balanços definitivos a perceção é que a pandemia “fez aumentar a ocorrência de crimes, em ambiente digital”.

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