O pré-aviso de greve foi entregue no mesmo dia em que o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, esteve no parlamento, a pedido do PCP, para debater o arranque do ano letivo.

As negociações para a recuperação do tempo de serviço congelado foi precisamente um dos temas que marcou o debate com os deputados do PCP, Bloco de Esquerda e Os Verdes a defenderem a recuperação integral, para efeitos de contagem de tempo de carreira, dos anos de serviço que trabalharam.

A greve dos professores vai realizar-se entre os dias 1 e 4 de outubro, terminando com uma manifestação nacional em Lisboa, no dia 5, Dia Mundial do Professor.

“Os docentes que pretendam aderir podem fazer greve na totalidade ou, apenas, em alguns destes dias”, refere um comunicado da plataforma que reúne todos os sindicatos de professores, à exceção do recém-criado Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P).

De acordo com os sindicatos, no primeiro dia de greve, deverão ser mais afetadas as escolas dos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém, seguindo-se as de Évora, Beja, Portalegre e Faro.

No dia 3 de outubro, o protesto concentra-se nos distritos de Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda e Castelo Branco e no dia 4 nos distritos do Porto e de Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.
Os professores dos Açores assim como os docentes em exercício de funções no Ensino Português no Estrangeiro também participam na contestação.

Os motivos da greve prendem-se não apenas com a recuperação integral do tempo de serviço mas também com a necessidade de resolver a questão da aposentação, da sobrecarga horária e da precariedade.

Os sindicatos lembram que neste caso não há lugar à fixação de serviços mínimos.
Terminam também hoje os plenários com professores de todo o país para discutir a contagem integral do tempo de serviço congelado, que se realizaram ao longo da semana e marcaram o arranque do ano letivo, que para a maioria dos alunos começou na segunda-feira.

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