Em declarações à Lusa, Ricardo Vilaça, investigador do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), no Porto, explicou hoje que o projeto pretende conceber “uma nova versão da atual plataforma RAID”, solução comercializada pela analista de telecomunicações Mobileum para a gestão integral de risco em empresas.

O projeto, intitulado AIDA — Adaptive, Intelligent and Distributed Assurance Platform e financiado em cerca de 1,8 milhões de euros por fundos da União Europeia, vai “dar resposta às necessidades das operadoras de telecomunicações”, nomeadamente na deteção de fraudes e manutenção de receitas.

“Este projeto vai ter impacto na deteção de fraude de forma preventiva e em tempo real, bem como na experiência do consumidor e custo das operadoras”, disse.

Paralelamente, a nova versão da plataforma RAID vai se sustentar em computação distribuída e inteligência artificial, acompanhando assim “o ritmo mais dinâmico de aprovisionamento de capacidade de rede requisitada pela indústria”, afirmou Ricardo Vilaça, referindo-se à rede 5G.

Ainda que tornar a plataforma compatível com a rede 5G e a computação periférica possa vir a “abrir novos cenários de utilização no setor industrial com a construção de redes privadas que alavanquem a utilização de poder computacional para a tomada de decisão em tempo real”, tal acarreta também “desafios”, nomeadamente, em termos de privacidade dos dados e segurança.

Para tal, os investigadores vão dispersar os dados e, consequentemente, comunicá-los em diferentes níveis de confidencialidade com base em “protocolos seguros de comunicação e encriptação de dados sem perder as características essenciais para a execução dos modelos de aprendizagem automática”.

Citado no comunicado do INESC TEC, Carlos Martins, ‘senior product owner’ da Mobileum, considera que a nova versão da RAID vai também “permitir aumentar a escalabilidade da plataforma”.

“A RAID é utilizada em todo o mundo como a ferramenta inteligente para garantia de receita e identificação e prevenção de situações de fraude. No caso das telecomunicações, por exemplo, uma falha num dos pontos de comunicação, interrompendo as chamadas, pode levar o utilizador a mudar de operador, o que se traduz na quebra de receitas”, acrescenta.

O projeto, liderado pela Mobileum e selecionado no âmbito da iniciativa “Go Portugal” contexto do Programa CMU Portugal, além do INESC TEC, conta com a colaboração de investigadores da Universidade de Coimbra e da Carnegie Mellon University, nos Estados Unidos da América.

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