“Avisam-se os moradores na zona baixa do Seixal, no Núcleo Urbano Antigo, que se espera para a noite e madrugada uma situação de cheia, provocada pela conjugação da situação meteorológica adversa com a preia-mar”, refere a Proteção Civil em comunicado.

Segundo o documento, os moradores devem “salvaguardar os bens dos pisos inferiores das habitações” e vedar o melhor possível as portas da rua.

“Recomenda-se ainda que desliguem os aparelhos elétricos entre as 02:00 e as 04:00”, acrescenta o documento.

Também no distrito de Setúbal, o mar transpôs hoje o molhe que protege as casas da Cova do Vapor, na Trafaria, Almada, inundando quatro imóveis e cortando o acesso principal à aldeia, constatou a Lusa no local.

Segundo Eduardo Ferreira, da Associação de Moradores da Cova do Vapor, "há mais de 30 anos que a aldeia não era fustigada desta maneira".

Eduardo Ferreira explicou que em causa está apenas uma casa de habitação permanente, enquanto as restantes três afetadas são de fim de semana ou férias.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Almada avançou que a estrada de acesso à aldeia da Cova do Vapor “por motivos de segurança, vai permanecer, para já, encerrada”.

“Amanhã [sexta-feira], 02 de março, e logo que as condições do mar o permitam, a Proteção Civil Municipal irá fazer uma nova avaliação dos danos e definir quais as condições necessárias para a reabertura da referida via”, pode ler-se na nota.

Também no concelho de Almada, três casas do Bairro do Segundo Torrão, na Trafaria, ficaram hoje inundadas e um carro foi arrastado pela ondulação forte, disse fonte da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

“Cerca das 15:00, registou-se um pico da maré na Trafaria. O mar galgou, foram afetadas três habitações e um veículo foi arrastado pela água e, entretanto, já foi recuperado”, disse a mesma fonte, acrescentando que não há vítimas a registar.

O mau tempo causou também danos no Portinho da Arrábida, em Setúbal, com o abatimento do muro de proteção junto às casas, segundo informou o Clube da Arrábida em comunicado.

“A situação é fruto de um abandono profundo há várias décadas de toda esta zona por parte das entidades. O Clube da Arrábida tem, desde 2010, chamado a atenção das mesmas para uma urgente intervenção de fundo no Portinho da Arrábida de forma a evitar semelhantes ocorrências”, frisa o documento.

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