Os manifestantes voltaram a receber um novo aviso da polícia de que estavam a violar a lei, noticia a agência Associated Press.

No sábado, no entanto, poucas pessoas foram detidas nos protestos pacíficos que reuniram milhares de pessoas em Banguecoque.

Os manifestantes pedem ao primeiro-ministro, Prayuth Chan-ocha, para se demitir, que a Constituição seja alterada para a tornar mais democrática e que a monarquia do país passe por reformas.

A pandemia de covid-19 levou a que este movimento tivesse um início mais calmo, tendo sido reavivado em julho, em particular na capital.

Para hoje foram convocados protestos em mais de 12 províncias, incluindo Chiang Mai, um popular destino turístico no norte da Tailândia.

Além disso, o Governo encerrou todas as estações do sistema elevado Skytrain, em Banguecoque, num esforço de impedir os protestos. A linha do metro subterrâneo, do sistema MRT, foi também fechada e a polícia bloqueou várias estradas. Os organizadores pediram aos seus seguidores para se reunirem nas estações de Skytrain para receberem mais instruções.

Os protestos foram convocados em desafio ao estado de emergência imposto na quinta-feira, com o primeiro-ministro a limitar concentrações com mais de cinco pessoas e que garantiu ao Governo mais poderes para manter a paz.

Ainda assim, a polícia não realizou qualquer ação para dissuadir as manifestações de sábado, que terminaram de forma pacífica às 20:00 locais (14:00 em Lisboa).

Na noite de sábado, o gabinete de Prayuth afirmou que o Governo pretende agir dentro da lei para travar as manifestações e não pretende negar ao povo os seus direitos.

“A situação é muito dinâmica neste momento”, disse o porta-voz-adjunto da polícia, Kissana Phatanacharoen, numa conferência de imprensa realizada na manhã de hoje, advertindo que a polícia terá de executar a lei caso esta não seja cumprida pelos manifestantes.

Os manifestantes acusam Prayuth, que liderou um golpe de Estado em 2014, de ter voltado ao poder de forma injusta nas eleições gerais de 2019, considerando que a atual Constituição, promulgada sob domínio militar, é ilegal e antidemocrática.

Os protestos tornaram-se particularmente mais controversos quando apelaram para uma reforma da monarquia, vista como sagrada na Tailândia.

A difamação da instituição monárquica é punível entre três a 15 anos de prisão.

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