“O Governo está de parabéns, conseguiu não apenas ter sido o primeiro a entregar em Bruxelas o PRR, como conseguiu também garantir ser o primeiro país a ver aprovado o seu plano”, afirmou José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas no parlamento, pouco depois de a presidente da Comissão Europeia ter anunciado em Lisboa a aprovação pelo executivo comunitário do PRR português.

José Luís Carneiro destacou que este plano “destina 30% diretamente para as empresas, cerca de cinco mil milhões de euros”, considerando que estes valores “comparam bem” com os 25% de Espanha e os 23% de França para o mesmo setor.

“Em segundo lugar, a Comissão Europeia considerou excelente o modelo de controlo e de monitorização dos riscos de fraude e de corrupção, ou seja, reconheceu que há neste plano uma abordagem de muito exigência com a transparência e aplicação de fundos”, salientou.

Por outro lado, o secretário-geral adjunto do PS considerou que o PRR português tem “como elemento distintivo” a valorização da coesão social, económica e territorial, referindo que 25% das medidas e projetos se destinam à “valorização das crianças e dos jovens”.

“Queria ainda sinalizar a vontade e o ímpeto reformista deste plano reconhecida pela presidente da Comissão Europeia”, disse.

José Luís Carneiro defendeu que este “reformismo” se destina à administração pública - em áreas como a justiça, a saúde, a escola pública, a segurança social ou a estrutura consular -, mas também no “tecido económico e empresarial”.

“Fazer deste plano não apenas uma resposta imediata à crise pandémica, económica e social, mas trata-se de um projeto que visa reformar as infraestruturas económicas, as estruturas sociais e culturais e institucionais e fazer do país um país mais avançado”, afirmou, salientando que em 2022 o país já deverá crescer “a um ritmo acima do previsto no início da crise”.

José Luís Carneiro saudou ainda os cerca de 2.000 contributos dados por instituições e cidadãos para o PRR.

A presidente da Comissão Europeia afirmou hoje que o PRR “irá transformar profundamente a economia” nacional e que os primeiros fundos poderão chegar em julho.

“Hoje estou muito feliz por anunciar que a Comissão Europeia decidiu dar ‘luz verde’ ao plano de recuperação português, depois de uma excelente cooperação com as autoridades portuguesas”, afirmou Ursula von der Leyen, após uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, no Centro Ciência Viva, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

O plano de recuperação português prevê projetos de 16,6 mil milhões de euros, dos quais 13,9 mil milhões de euros dizem respeito a subvenções a fundo perdido.

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