“Em cada congresso há uma renovação de ciclo e essa renovação de ciclo é não apenas na nossa agenda, mas é também dos nossos protagonistas. A proposta que é feita pelo secretário-geral [António Costa] a este congresso é uma proposta que vem renovar os órgãos do PS, que vem reforçar os órgãos do PS e que vem preparar os próximos combates eleitorais, eleições europeias, eleições legislativas e eleições regionais na Madeira”, afirmou Ana Catarina Mendes.

A dirigente socialista falava na Batalha, distrito de Leiria, onde hoje começa o 22.º Congresso do PS, dizendo que aquilo que se espera desta reunião é que “saia daqui um PS ainda mais forte para os combates”.

“Vencer 2019 é esse o nosso tópico”, declarou, apontando uma “agenda que responda aos problemas das alterações climáticas, da demografia, da sociedade digital e, no fundo, um combate sem tréguas às desigualdades, à pobreza”.

Ana Catarina Mendes sublinhou ainda que “neste congresso falarão todos os que se inscreverem para ir ao palco, dirão tudo o que pensarem sobre a vida política”, mas avisou: “Há uma coisa que eu tenho consciência e que volto a afirmar aqui, o PS não esgota a sua agenda no imediatismo nem nos casos, o PS tem uma agenda para o futuro e é nessa agenda política que está concentrado”.

“É de esperar que o PS reafirme neste congresso o que tem afirmado ao longo dos anos, os seus valores e os seus princípios. O PS defendeu pela voz de António Costa há quatro anos que o fim do arco da governação era absolutamente necessário, porque o arco da governação empobrecia a democracia”, assinalou, para acrescentar que o partido está neste congresso “para voltar a afirmar-se na sua identidade, nos seus valores, o partido da esquerda democrática, o partido europeísta, o partido da liberdade”.

Sobre a solução de Governo encontrada pelo PS, que tem o apoio do BE, PCP e ‘Os Verdes’, reiterou ser “uma boa solução, com resultados positivos”.

“Aquilo que se espera é que o PS se afirme e reafirme com os seus princípios, que afirme o sues programa e as respostas que tem para o país”, adiantou, para acrescentar que “na noite eleitoral, que é daqui a um ano e meio”, os resultados serão interpretados e “todos serão chamados a assumir as suas responsabilidades”.

Ana Catarina Mendes disse ainda esperar que o PS esteja “em condições de assumir de novo a liderança do governo em Portugal”.

Na sequência do Congresso da Batalha, entre hoje e domingo, João Galamba abandona a Comissão Permanente dos socialistas, onde era o porta-voz, fazendo apenas parte do Secretariado Nacional do PS, o órgão de direção formal deste partido e que é liderado por António Costa.

Da Comissão Permanente do PS saiu também o deputado e dirigente socialista Porfírio Silva, que, no entanto, vai continuar no Secretariado Nacional.

O líder do PS, António Costa, decidiu promover ao Secretariado Nacional, o órgão de direção formal deste partido, sete membros do seu Governo, disse hoje à agência Lusa fonte oficial socialista.

Entram para o Secretariado Nacional do PS o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, e os secretários de Estado Alexandra Leitão, Ana Mendes Godinho, Graça Fonseca, Marcos Perestrello, Mariana Vieira da Silva e Pedro Nuno Santos.

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