“Entendo que é fundamental respeitar os mandatos. Rui Rio foi eleito há um ano para um mandato de dois que inclui a sua liderança para as eleições europeias e legislativas nacionais”, disse à agência Lusa o antigo presidente da Assembleia da República, que tem direito de voto no Conselho Nacional que na quinta-feira vai votar uma moção de confiança à direção.

Rui Rio foi desafiado pelo ex-líder parlamentar Luís Montenegro para convocar eleições diretas antecipadas, mas rejeitou optando por submeter a direção a um voto de confiança do Conselho Nacional.

Mota Amaral tem direito de voto no Conselho Nacional como ex-presidente do parlamento ou ex-presidente do Governo Regional dos Açores.

Para o antigo presidente do executivo açoriano e militante fundador do PSD, há que “respeitar o que foi decidido pelos militantes”, sendo que “as pessoas que não estão cómodas dentro do partido devem retirar as suas conclusões”, “não havendo que destabilizar o PSD a poucos meses de eleições”.

Apoiante desde a primeira hora da liderança de Rui Rio, Mota Amaral considerou “muito corajosa a atitude de enfrentar a contestação” no âmbito do Conselho Nacional , órgão máximo do partido entre congressos, avançando com uma moção de confiança, o que “destrunfa as iniciativas que por aí andavam a ser preparadas pelos críticos”

O social-democrata disse esperar que o PSD "encontre rapidamente o seu caminho de consolidação da sua posição como oposição" com Rui Rio "cada vez mais claro e determinado, na linha do que tem feito, criticando as medidas erradas do Governo e apresentando as propostas alternativas que o partido entende necessárias para a resolução dos problemas nacionais, com as quais deverá solicitar um mandato nas eleições legislativas de outubro”.

A reunião do Conselho Nacional extraordinário do PSD para submeter a votação a moção de confiança apresentada por Rui Rio realiza-se na quinta-feira, no Porto, disse hoje à Lusa o presidente deste órgão, Paulo Mota Pinto.

O líder do PSD avisou hoje que não vai "andar a animar a comunicação social" com questões internas do partido, preferindo criticar a "carga fiscal brutal" que disse existir em Portugal com o atual Governo.

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