Hoje, cerca de uma centena de moradores no Bairro da Jamaica, no Seixal, Setúbal, estavam às 16:30 em protesto em frente ao Ministério da Administração Interna (MAI), em Lisboa, para dizer "basta" à violência policial e “abaixo o racismo”.

Segundo Tiago Garcia, porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis), os manifestantes, cerca das 17:00, subiram a Avenida da Liberdade, em direção ao Marquês de Pombal, onde ocuparam a praça central.

Pelas 18:30, começaram a descer a avenida, ocupando as faixas centrais e impedindo a circulação rodoviária, indicou a fonte, explicando que quando os elementos da PSP obrigaram os manifestantes a passar para o passeio, estes começaram a lançar pedras contra os agentes da autoridade e “pelo menos dois petardos”.

Esta reação levou a “uma intervenção mais musculada da PSP”, obrigando os manifestantes a dispersarem-se. Tiago Garcia confirmou que “foram feitos disparos com bagos de borracha para o ar, como forma de advertência”.

Esta versão dos factos é contrariada por um manifestante, que em declarações à SIC defendeu que o protesto dos moradores estava a decorrer de forma pacífica e que, alegadamente, foram as autoridades a começar a disparar balas de borracha de forma indiscriminada.

O porta-voz da PSP acrescentou que, em consequência dos incidentes, foram efetuadas “quatro detenções” e registaram-se “polícias feridos, mas tudo ligeiros”, que não necessitaram de receber assistência hospitalar. Diversas viaturas ficaram “danificadas, devido às pedras” e aos petardos, incluindo um veículo da PSP.

A mesma fonte policial, que falava aos jornalistas na zona do Rossio, assegurou que “os ânimos estão calmos” e que a polícia “continua no local para manter a ordem” e que “a cidade está segura”.

Os carros da PSP e viaturas das equipas de intervenção que estavam na zona do Rossio e dos Restauradores começaram a abandonar o local cerca das 20:30.

Hoje, dezenas de moradores no Bairro da Jamaica, no Seixal, distrito de Setúbal, protestaram durante a tarde em frente ao Ministério da Administração Interna (MAI), em Lisboa, para dizer "basta" à violência policial e “abaixo o racismo”.

Cerca das 19:50 havia um forte aparato policial na zona do final da Avenida da Liberdade e na Praça do Rossio.

O protesto de hoje teve como motivo a intervenção policial realizada no domingo de manhã no Bairro da Jamaica, quando a PSP foi alertada para “uma desordem entre duas mulheres”, tendo sido deslocada para o local uma equipa de intervenção rápida da PSP de Setúbal.

Segundo a PSP, um grupo de homens reagiu à intervenção dos agentes da polícia quando estes chegaram ao local, atirando pedras.

Em resposta aos manifestantes, Tiago Garcia confirmou que "foram feitos disparos com bagos de borracha para o ar, como forma de advertência".

No incidente ficaram feridos, sem gravidade, cinco civis e um agente da PSP que foram assistidos no Hospital Garcia de Orta, em Almada.

A PSP abriu um inquérito para “averiguação interna” sobre a “intervenção policial e todas as circunstâncias que a rodearam”, ocorrida hoje de manhã no bairro da Jamaica, concelho do Seixal, da qual resultaram, além dos feridos, um detido.

Pelo seu lado, a associação SOS Racismo anunciou que vai apresentar uma queixa ao Ministério Público na sequência destes acontecimentos, condenando "veementemente" a actuação policial de domingo no Bairro da Jamaica.

Em comunicado, a associação sublinha que as agressões "são absolutamente injustificáveis e inaceitáveis" e, por isso, o caso deve ser esclarecido e as responsabilidades apuradas.

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