Em causa estão os sucessivos estragos causados em lojas dessa cidade do distrito de Aveiro durante o mês de junho, a maioria dos quais envolvendo apenas a destruição de montras sem outro crime associado ao ato, à exceção do furto de um peluche de grandes dimensões.

Dada a quantidade de empresários com queixas por danos nas vitrinas, a PSP iniciou a devida investigação e acabou por identificar um suspeito que, confrontado com as acusações da polícia, ameaçou e insultou os respetivos agentes. Esses acabaram por detê-lo, após o que o identificaram como um homem de 32 anos, nacionalidade estrangeira e residência em Vila Nova de Gaia.

Está sujeito a termo de identidade e residência, aguardando em liberdade a sua apresentação ao Tribunal de Ovar na próxima quarta-feira, onde será acusado de ameaças e injúrias, enfrentando também suspeitas de atos de vandalismo.

Segundo o comando de Aveiro da PSP, o mesmo suspeito já a 19 de junho tinha sido encontrado a pintar grafítis no espaço público, pelo que lhe foram apreendidas latas de spray. A polícia identificou-o novamente a 27 de junho, não em flagrante delito, mas na posse de um objeto que poderá ter sido utilizado para destruir as montras e de uma bicicleta eventualmente furtada, pelo que também esses itens foram apreendidos.

Grafítis e montras destruídas não são, contudo, os únicos atos de vandalismo recente em Ovar. Em junho também foi registado um incêndio num ecoponto de reciclagem, mas tanto a PSP como os Bombeiros Voluntários de Ovar consideraram então a ocorrência como pontual, provavelmente motivada por descuido humano ou calor intenso.

Agora, a situação evoluiu: dado o recente aumento do número de fogos em ecopontos, também esse tema passou a ser investigado como tendo provável origem criminosa.

Uma dessas ocorrências verificou-se às 22:30 desta segunda-feira, na Rua Gomes Ferreira, junto ao Mercado Municipal de Ovar, e outra deu-se na mesma artéria logo dois dias depois, já na quarta-feira, pelas 21:30.

"Desta vez, a PSP também foi ao local porque tudo indica que já não se está a falar de um acaso", disse à Lusa o comandante da corporação local de bombeiros, João Mesquita.

O comando distrital de Aveiro da PSP confirmou a investigação aos fogos ateados nesses contentores de resíduos, realçando, contudo, que em causa estão "processos de averiguação distintos", porque ainda não há indícios de que os atos de vandalismo e os incêndios estejam a ser causados pelas mesmas pessoas.

Newsletter

As notí­cias não escolhem hora, mas o seu tempo é precioso. O SAPO 24 leva ao seu email a informação que realmente importa comentada pelos nossos cronistas.

Notificações

Porque as noticias não escolhem hora e o seu tempo é precioso.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.