Putin argumentou, contudo, que os documentos não revelam qualquer ilegalidade e acusou os Estados Unidos de estarem por trás dessas "provocações". "Embora pareça estranho, essa informação é de confiança. Mas fica-se com a impressão de que não vem de jornalistas, e sim de juristas", disse Putin durante uma sessão de perguntas e respostas retransmitida pela televisão. "Concretamente, não acusam ninguém de nada", afirmou.

Segundo Putin, esta investigação, que revelou a existência de milhares de sociedades em paraísos fiscais em nome de políticos e personalidades de todo o mundo, só pretende criar "confusão" quanto às atividades dos seus amigos, dando a entender que "beneficiam o presidente".

Segundo o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), que obteve documentos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, várias pessoas próximas de Putin, entre elas o violoncelista Serguei Rolduguin, esconderam no estrangeiro cerca de 2 mil milhões de dólares (1,75 mil milhões de euros). "Quem faz estas provocações? Sabemos que se trata de funcionários de organizações oficiais americanas", disse Putin, destacando que o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, o primeiro a receber os documentos, "pertence a uma holding de meios de comunicação do grupo financeiro americano Goldman Sachs". Putin defendeu novamente o seu amigo Rolduguin, que conhece desde os anos 1970, e garantiu que ele "não tem nada" e que, inclusive, está endividado. 

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