“A pedido de Emmanuel Macron, Vladimir Putin comentou o estado atual das relações russo-checas, sublinhando o absurdo das acusações de Praga feitas à Rússia e as medidas tomadas”, segundo um comunicado divulgado pelo Kremlin, depois do telefonema entre os dois chefes de Estado.

O governo checo acusou na semana passada os serviços secretos russos de terem provocado a explosão, em 2014, de um depósito de munições, que provocou também a morte a duas pessoas.

No seguimento, Praga expulsou 18 diplomatas russos, apresentados como espiões.

Moscovo ripostou com a expulsão de 20 diplomatas checos.

Em sequência e solidariedade com os checos, a Eslováquia, a Roménia e os países bálticos expulsaram diplomatas russos.

Na segunda-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, tinha refutado as acusações checas.

Já o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, disse que competia a Bruxelas responder às “declarações confusas” dos dirigentes checos.

De passagem, Lavrov acusou Praga de violação de “convenções internacionais” por ter colocado naquele depósito de munições minas antipessoais proibidas.

Na passada terça-feira, o ministro do Interior checo, Jan Hamacek, solicitou aos seus parceiros da União Europeia e da NATO que expulsassem diplomatas russos para apoiar Praga no seu confronto com Moscovo.

Esta crise ocorre quando vários governos ocidentais multiplicaram nas últimas semanas expulsões de diplomatas russos, em contexto de acusações de espionagem, ataques cibernéticos e ingerência eleitoral.

Em consequência, Moscovo expulsou diplomatas dos países envolvidos.

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