Segundo o Kremlin, ambos terão realçado a importância de restaurar as ligações económicas entre os dois países, bem como a de estabilizar as suas relações. Não houve, da parte de Moscovo, qualquer confirmação de que ambos tenham discutido o levantamento das sanções económicas impostas à Rússia pelos países ocidentais.

“Ambos manifestaram vontade de trabalhar ativamente e em conjunto para estabilizar e desenvolver a cooperação russo-americana numa base construtiva, de igual para igual e mutuamente vantajosa”, indicou o presidente russo, num comunicado emitido após o primeiro contacto telefónico com o seu homólogo norte-americano, desde a entrada em funções de Donald Trump.

O Kremlin aplaudiu a promessa de Trump de restabelecer as relações Estados Unidos-Rússia, que se degradaram devido à crise na Ucrânia, à guerra na Síria e a alegações de interferência da Rússia, nas eleições norte-americanas.

A Casa Branca já reagiu e qualificou conversa telefónica de "um começo significativo" para melhorar os laços entre Washington e Moscovo.

Durante a conversa de uma hora, os dois presidentes falaram de sua cooperação na luta contra o grupo extremista Estado Islâmico.

Os dois chefes de estado falaram ao telefone pela primeira vez desde a tomada de posse de Trump, no passado dia 20.

Putin e Trump conversaram por telefone em novembro, pouco depois das eleições americanas, e concordaram em normalizar" as relações entre Moscovo e Washington, deterioradas pelo conflito na Ucrânia.

Durante toda a campanha eleitoral, Donald Trump, atual 45º presidente dos Estados Unidos, foi acusado pela candidata democrata Hillary Clinton de ser a "marionete" de Vladimir Putin.

Em dezembro do ano passado, pouco antes de deixar a Casa Branca, o ex-presidente Barack Obama adotou medidas de represálias contra Moscovo devido à Rússia ter tentado influenciar a campanha eleitoral que levou Trump ao poder.

Trump elogiou em várias ocasiões as qualidades de governante de Putin e disse esperar ter uma "ótima relação com ele". Putin, por seu lado, chamou Trump de "homem brilhante e cheio de talento".

[Notícia atualizada às 23h26]

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