Não se fala de outra coisa. O Covid-19 continua a alarmar o mundo. Agora, a preocupação cresce em Itália, o país europeu que regista mais casos de infeção pelo novo coronavírus. Roma anunciou hoje a terceira morte no país devido a esta doença, e o Reino Unido confirmou quatro novos casos de infeção pelo novo coronavírus.

As autoridades italianas ordenaram a suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza para tentar travar a propagação do novo coronavírus, numa altura em que o número de casos de infeção no país se eleva a 155. O Carnaval de Veneza, que atrai anualmente dezenas de milhares de pessoas, continuaria até terça-feira.

O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças classificou as medidas extraordinárias tomadas pelas autoridades italianas para conter o surto do novo coronavírus no norte do país de "essenciais”.

"Essas medidas extraordinárias no norte da Itália são essenciais para limitar o surto e podem precisar de ser replicadas noutras comunidades nos próximos dias", escreve o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, no comunicado hoje divulgado.

Em comunicado, a organização sediada em Estocolmo alertou para a expectativa de aumento do número de casos confirmados em Itália e noutros países europeus, nos próximos dias.

"Como a situação está a evoluir rapidamente, são esperados mais casos em Itália e possivelmente na União Europeia nos próximos dias", acrescentaram especialistas do ECDC.

Portugal tem um cidadão infetado — no Japão. Adriano Maranhão, tripulante do navio ataracado num porto nipónico está assintomático, numa altura em que as autoridades portuguesas estão a fazer os contactos todos para resolver os problemas apontados pelo português, segundo afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Aparentemente o que se diz é que primeiro é preciso ter a noção exata da situação e tem de ser no Japão. Trazê-lo para Portugal podia ser uma temeridade para ele. Não vale a pena correr esse risco”, disse o Chefe de Estado, à margem de uma visita aos caretos de Podence, em Trás-os-Montes.

Para o Presidente da República, as autoridades portuguesas têm de “pressionar como têm feito permanentemente com diligências que permitam não apenas ir conhecendo melhor a situação como, se possível, tratar de uma eventual transferência para uma unidade hospitalar”.

“Acima de tudo, o vírus Covid-19 é uma tragédia humana, mas também tem impacto económico negativo. Relatei ao G20 que, mesmo no caso de rápida contenção do vírus, o crescimento na China e no resto do mundo seria afetado. Obviamente que todos esperamos uma recuperação rápida, mas, dada a incerteza, seria prudente prepararmo-nos para cenários mais adversos”. O alerta é da diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.

“O Covid-19 é um forte lembrete das nossas interconexões e da necessidade de trabalharmos juntos. Nesse sentido, o G20 é um fórum importante para ajudar a colocar a economia global numa base mais sólida”, concluiu a diretora-geral do FMI na declaração final da reunião de Riade.

Trabalhar juntos. Quando o inimigo é o mesmo, a luta é a mesma. Eu sou o Pedro Soares Botelho (um humano) e hoje o dia (dos humanos) foi assim.

Nota final, que talvez seja a melhor coisa que este texto deixa: Um guia para saber o que é e como lidar com este vírus.

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