Num comunicado no qual salienta que “esta é a hora de agir em defesa do planeta”, a associação afirma que na atual crise energética o que já se gastou e o que se prevê gastar a subsidiar os combustíveis fósseis “financiaria uma política consistente de incentivo à utilização de energia solar e eólica”.

Na crise energética, acusa a Quercus, o Governo português propõe em Bruxelas a fixação de tetos para as receitas derivadas da produção de energia a partir de fonte renovável, “mas continua a subsidiar os combustíveis fósseis, nomeadamente a gasolina e gasóleo”.

No comunicado a Quercus propõe antes a adoção de medidas de incentivo financeiro e fiscal a particulares e empresas para a aquisição de veículos elétricos e um aumento massivo da rede de carregadores, e propõe também a isenção de IVA nas faturas de eletricidade para os utilizadores que optem pela “tarifa verde”, de energia de fontes 100% renováveis.

E acrescenta que são necessárias medidas que permitam alcançar a meta de “edifícios zero” (que produzam a energia que consomem), como a isenção de IVA para equipamentos fotovoltaicos e outros ligados à produção de energia renovável. E nesta área deve ser criada legislação que obrigue a que todos os edifícios novos, reconstruídos ou remodelados sejam autossustentáveis energeticamente.

A Quercus pede também cuidado em relação às centrais fotovoltaicas, evitando megacentrais que levam ao corte indiscriminado de floresta e degradação de solos, e defende como “fator determinante” a adoção de medidas e políticas que obriguem à poupança de energia.

“Consumir menos não significa viver pior, apenas mudar hábitos e tornar o nosso dia-a-dia menos energívoro e mais eficiente”, diz a associação no comunicado.

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