Um protesto que envolveu alguns reclusos do Estabelecimento Prisional de Lisboa ao final da tarde deste sábado obrigou a que fosse necessário chamar o GIPS (Grupo de Intervenção e Segurança Prisional) para restabelecer a ordem, de acordo com a SIC Notícias, que garante que "os reclusos já jantaram e foram encaminhados para as celas".

Esta situação ocorre devido ao facto dos reclusos não terem "a possibilidade de ter as visitas dos familiares na totalidade", algo que acontece por não existirem guardas prisionais suficientes, que têm manifestado a sua insatisfação com a sua situação no setor nos últimos três meses com várias greves.

Na origem destas está o novo regulamento do horário de trabalho, que entrou em vigor em janeiro, e a falta de cumprimento do estatuto profissional do corpo da guarda prisional, nomeadamente em relação às tabelas remuneratórias, avaliação de desempenho e não pagamento do subsídio de turno e trabalho noturno.

De acordo com a SIC, "há dias em que o refeitório não é aberto por causa da paralisação e em que os reclusos ficam fechados nas celas". Escreve ainda a estação de Carnaxide que "há ainda denúncias de limitações" à medicação destes.

Sobre os incidentes desta tarde, Júlio Rebelo, presidente do Sindicato Independente da Guarda Prisional, à RTP3, segundo o Observador, tinha feito referência a uma situação "muito tensa" entre os reclusos por não lhes ser dada "a possibilidade de ter as visitas dos familiares na totalidade".

O sindicalista referiu que se tratou de uma "situação é muito grave" visto que a revolta pode ter um "efeito dominó" que pode catapultar para outros estabelecimentos prisionais do país.

Porém, o porta-voz do Estabelecimento Prisional de Lisboa, ao Diário de Notícias, garantiu que a situação tem sido regular devido à falta de guardas entre as 16h00 e as 19h00, uma vez que os guardas prisionais se recusam a fazer horas extra. Assim, o GISP é chamado ao estabelecimento nesse período para "atuar como força dissuasora".

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