O Reino Unido já está a planear o próximo inverno com os especialistas a afirmarem a necessidade de inocular a população mais idosa e vulnerável a partir de setembro com uma terceira dose da vacina contra o SARS-CoV-2

O governo afirma que a decisão final ainda não está tomada, mas, de acordo com a Reuters, os preparativos já estão a ser organizados de forma preventiva.

O comité de vacinação britânico alertou para a eventual necessidade de existir um plano de vacinação extra que incidisse sobre pessoas com mais de 70 anos, trabalhadores do setor social e pessoas com doenças autoimunes e vulneráveis.

Segundo o mesmo comité, o reforço da vacinação deve ser acompanhado da vacina contra a gripe para a população com mais de 50 anos, de forma a alargar a prevenção contra as duas maiores ameaças deste próximo  inverno. Uma eventual decisão de inocular com uma terceira dose a população mais jovem, a ser tomada, só será decidida mais tarde.

Portugal à espera da ciência para decidir eventuais alterações

Caso avance para a concretização deste plano, o Reino Unido poderá ser o primeiro país do mundo a fazê-lo, uma vez que apesar de nações como os Estados Unidos da América também já terem abordado a possibilidade, nenhum outro oficializou, ainda, a decisão. Em Portugal, a Comissão Técnica de Vacinação "tem estado atenta e a seguir todas as potenciais alterações que são necessárias fazer". "Por isso é que a nossa estratégia tem sido melhorada ao longo do tempo com a melhor evidência científica que tem vindo a surgir. Também daqui para o futuro continuaremos atentos à evidência científica que sugerir a necessidade de fazer novas alterações à vacinação", explica ao SAPO24 o imunologista Luís Graça que também é membro desta comissão da Direção-Geral da Saúde.

Sobre a possibilidade de existir a necessidade de uma terceira campanha de vacinação o professor de imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, relembra que "neste momento não existe ainda evidência sobre a duração do estado de proteção que é conferido pelas vacinas".

"Sabemos que as vacinas são eficazes durante o período que tem sido observado e é possível que em alguns grupos com alguma perturbação da imunidade, nomeadamente as pessoas muito idosas, a necessidade de uma revacinação tenha de acontecer mais cedo do que em pessoas mais jovens e saudáveis. Mas ainda não temos estudos científicos que apontem para o momento em que a perda da imunidade justifique uma revacinação", sublinha.

Os dois países estão em fases diferentes do plano de vacinação. Enquanto o Reino Unido, onde foram notificados 128.189 óbitos de covid-19 num total de 4.855.169 infeções confirmadas no Reino Unido, já foram inoculadas 45.013.503 pessoas, o que corresponde a 85,5% da população adulta, e 33.241.265 milhões de pessoas, ou 63,1% da população adulta, já receberam também a segunda dose.

Em Portugal, onde morreram 17.108 pessoas e foram confirmados 884.442 casos de infeção, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde, já foram administradas mais de 8,6 milhões de vacinas. 5.413.040 pessoas receberam apenas a primeira dose e 3.158.425 pessoas receberam as duas doses da vacina, ou seja, estão imunizadas.

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