Na sua XXIII edição, o prémio é atribuído este ano à secretária-geral da Cruz Vermelha finlandesa, Kristiina Kumpula, e o secretário-geral da Cruz Vermelha do Quénia, Abbas Gullet, “em reconhecimento do seu trabalho e pela sua dedicação à causa da solidariedade mundial”.

Segundo o organismo, Kristiina Kumpula tem uma ação destacada na “promoção dos direitos sociais e de saúde” e tem trabalhado ativamente com os componentes internacionais do movimento da Cruz Vermelha, presidindo atualmente à Federação Internacional de Sociedade da Cruz Vermelha, além de ser membro do grupo consultivo de revisão constitucional da organização.

Abbas Gullet, segundo o Centro Norte-Sul, “conduziu a Cruz Vermelha queniana à liderança, tanto no continente africano, como no seio do movimento, aumentando a sua capacidade de resposta a crises humanitárias no Quénia e além”.

A cerimónia decorre esta manhã, no parlamento português, estando prevista a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e da secretária-geral adjunta do Conselho da Europa, Gabriella Battaini-Dragoni.

O Prémio Norte-Sul distingue todos os anos duas personalidades, uma do “Norte” e outra do “Sul”, pelo seu trabalho destacado no seu compromisso com os direitos humanos, democracia e Estado de direito, contribuindo para o diálogo norte-sul e para fomentar a solidariedade, a interdependência e a criação de parcerias.

Entre os laureados com este prémio encontram-se, entre outros, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, a política francesa Simone Weil, a rainha Rania da Jordânia, a primeira mulher Presidente da Irlanda, Mary Robinson, os ex-chefes de Estado portugueses Mário Soares e Jorge Sampaio, o antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano, o cantor irlandês Bob Geldof, o ex-Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, a moçambicana Graça Machel e a jornalista tunisina Souhayr Belhassen.

O Centro Norte-Sul — como é normalmente designado o Centro Europeu para a Interdependência e Solidariedade Global — foi criado em 1989 e integra 21 membros (Argélia, Andorra, Azerbaijão, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Cabo Verde, Croácia, Chipre, Espanha, Grécia, Vaticano, Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Marrocos, Montenegro, Portugal, Roménia, San Marino, Sérvia e Tunísia). Podem fazer parte membros do Conselho da Europa, mas também não-membros.

Fundado a 05 de maio de 1949, o Conselho da Europa é a mais antiga instituição europeia em funcionamento, com 47 Estados-membros, incluindo todos os países da União Europeia.

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