Depois de anos em que se realizou a meio de agosto, a Festa do Pontal passou, na presidência de Rui Rio, para o final de agosto ou início de setembro e retomou um cariz mais popular.

No sábado, a festa, que este ano se realiza em Monchique, começará logo pela manhã com a visita a uma plantação de medronheiros – um ano depois desta zona ter sido afetada por um grande incêndio -, seguindo-se um jogo de futebol com a participação do presidente do partido e de dirigentes sociais-democratas, e ao final da tarde as intervenções políticas.

No Largo do Mirante, Rio visitará um recinto com ‘stands’ de produtos regionais da maioria das distritais do partido e, pelas 19:00, começarão os discursos, a cargo do presidente da Câmara Municipal de Monchique, Rui André, do cabeça de lista do PSD por Faro, Cristóvão Norte, e do presidente do partido.

Algumas horas depois, pelas 12:30 de domingo, o líder do PSD encerrará a Universidade de Verão do partido, iniciativa de formação política de jovens quadros que se realiza desde 2003 e decorre desde segunda-feira em Castelo de Vide (Portalegre).

No ano passado, os discursos nestas duas iniciativas aconteceram com uma semana de intervalo e Rui Rio passou mensagens diferentes em cada um deles.

Na sua primeira Festa do Pontal, o líder do PSD fez um ataque duro aos críticos internos, a quem avisou então que iria cumprir o seu mandato (que termina em janeiro do próximo ano) “até ao último minuto”.

“O PSD pode ganhar as eleições. Tem é de querer (…) Não posso aceitar que haja quem, dentro do PSD, esteja permanentemente, através das críticas internas, a proteger e a tentar salvar o PS”, afirmou então, acusando alguns críticos internos de apenas pensarem nos seus “lugarzinhos”.

Uma semana depois, na Universidade de Verão, Rio virou os ataques mais para o Governo, que acusou de ser incapaz de dar respostas sobre o caso das armas de Tancos, seguir uma estratégia económica errada, fazer promessas que não pode cumprir e degradar os serviços públicos.

No ano passado, a primeira Festa do Pontal sob a liderança de Rui Rio decorreu num novo formato e data, depois de anos em que se realizou a meio de agosto, no calçadão da Quarteira, à noite, e centrada nas intervenções políticas.

Em 2018, a festa passou para 01 de setembro e incluiu um jogo de futebol entre dirigentes nacionais, locais e autarcas, e intervenções políticas a meio da tarde, em Fonte Filipe, Querença (Loulé).

Foi com o anterior líder do PSD, Pedro Passos Coelho, que a Festa do Pontal retomou a tradição de contar com a presença do presidente do partido, depois de a sua antecessora Manuela Ferreira Leite não ter estado nas duas edições que se realizaram no seu mandato.

Esta festa começou com a presença do fundador do partido Francisco Sá Carneiro, em 29 de agosto de 1976, num pinhal na zona do Pontal, próxima do aeroporto de Faro e que deu nome ao encontro, e ao longo dos anos já se realizou em diversos locais no Algarve, e contou com líderes como Francisco Pinto Balsemão, Cavaco Silva, Fernando Nogueira, Marcelo Rebelo de Sousa, Luís Filipe Menezes e Marques Mendes.

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