“Não se entende, não consigo mesmo entender, a não ser que tenha receio de que o presidente da câmara de Setúbal, ao começar a esclarecer, acabe a implicar alguma coisa ligada ao Governo ou ao PS, só se for isso”, respondeu Rui Rio, no Porto, quando questionado sobre a recusa dos socialistas em ouvir o autarca na Assembleia da República (AR).

O líder social-democrata lembrou que o PS teve uma posição diferente quando foi a Câmara de Lisboa, presidida na altura por Fernando Medina, a ser acusada de partilhar dados de manifestantes russos com a Rússia.

“Sinceramente não entendo (…)  principalmente [porque] quando foi a questão também dos dados enviados, o evento denunciado à Rússia pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), o PS teve uma atitude exatamente ao contrário. Não disse que é a Assembleia Municipal de Lisboa que tem que tratar, disse, sim senhor, o dr. Fernando Medina, na altura presidente da CML, tem que vir aqui responder e ele foi”, lembrou.

“Se o presidente da CML foi na altura responder por aquilo, este não vai por uma coisa, que a existir, ainda é mais grave”, questionou.

Questionado sobre se achava que era uma questão de encobrimento, Rui Rio afirmou que pode achar que sim: “Eu não sei o que hei achar, mas posso achar isso [que é uma questão de encobrimento] e posso achar porque é tão absurdo que eu não sei o que achar”, respondeu.

A Federação Russa lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia com invasão por forças terrestres e bombardeamentos.

Em 29 de abril, o jornal Expresso noticiou que refugiados ucranianos foram recebidos em Setúbal por russos ligados ao regime de Vladimir Putin.

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