1.
Já se sente o nervoso miudinho. A nova temporada começa já amanhã, com SL Benfica e Sporting CP a encontrarem-se no estádio do Algarve para disputar a Supertaça Cândido de Oliveira, e já não se fala de outra coisa. O último jogo de Bruno Fernandes pelos leões? Qual vai ser a nova vida do ataque benfiquista após a saída de João Félix? O burburinho alimenta a fome de jogo dos adeptos de ambos os clubes lisboetas, que se preparam para, ao fim de pouco mais de dois meses, tirar os cachecóis e as camisolas dos armários.

Permitam-me, a um dia de voltarmos a ver a bola rolar no relvado, sugerir esta minha conversa com Vítor Serpa, diretor do jornal A Bola, como prefácio para a temporada que se avizinha. Falámos de histórias de futebol, de literatura e poesia com a bola nos pés, mas, acima de tudo, de jornalismo desportivo e de como se tem comunicado o futebol. É uma boa ida aos bastidores de como muitas das coisas acontecem.

2.
Estou a olhar para o calendário e vejo que há coincidências tramadas. Ainda há uns dias voltei de Sarajevo, onde estive de férias, e reparo agora que faz amanhã 105 anos que o Reino Unido declarou guerra à Alemanha (Primeira Guerra Mundial), um momento chave que alargou o conflito à escala mundial. Lá, onde tudo começou, na rua junto ao extremo norte da ponte Latina, quase que vemos o arquiduque Francisco Fernando a passar a carroça e o momento em que Gavrilo Princip dispara contra ele. Está tudo ali, ilustrado nas vitrines do museu da capital bósnia. É uma cidade onde a guerra não se esquece.

3.
Sinto que devia perder, de quando em vez, um tempinho para ler as listas de efemérides. Fico surpreendido como as coincidências que se sucedem. Voltamos à Bósnia, um dos meus companheiros de viagem foi o jornalista João Francisco Gomes, do Observador, que ainda há pouco tempo entrevistou um dos netos de Nelson Mandela, num trabalho que nos dá uma visão mais pessoal sobre o histórico líder sul-africano. Foi no dia quatro de agosto de 1962 que o dirigente do Congresso Nacional Africano, opositor da política de apartheid, na África do Sul foi preso.

Não queria ir antes de deixar ao leitor duas sugestões — acho que é o mínimo depois de me ter auto promovido e de ter exibido as minhas férias quando arrisco que, quem me lê, possa estar naqueles últimos dias terríveis, em vésperas dos merecidos dias de descanso:

A primeira é uma excelente iniciativa do Canal 11, o novo canal da Federação Portuguesa de Futebol, que colocou Marcel Keizer e Bruno Lage, treinador do Sporting e Benfica, respetivamente, numa conversa de tom descontraído em modo antevisão da Supertaça.

A segunda é parar uns minutinhos para ouvir a "Like a Rolling Stone", de Bob Dylan. Uma música que me marcou muito, quando a conheci, e que há 14 anos foi eleita a música com a maior capacidade de influência nos últimos 50 anos.

Hoje o dia foi assim por Tomás Albino Gomes

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