Num comunicado conjunto, ambas as polícias explicam que na operação foram detidas quatro pessoas – três homens e uma mulher de nacionalidade marroquina e tunisina – e que o grupo tinha alugado veículos de valor que ronda um milhão de euros em Espanha, Portugal, Alemanha e Luxemburgo.

Uma vez alugados os veículos, os elementos deste grupo criminoso substituíam as matrículas por outras falsas e transportavam os carros até ao porto de Génova, em Itália, onde eram embarcados até Tunes, na Tunísia, prosseguindo depois a rota, via terrestre, até ao local de venda.

Segundo a agência de notícias espanhola EFE, nos domicílios que os elementos do grupo tinham registados nas cidades de El Papiol, Centelles y L'Hospitalet de Llobregat (todas da província de Barcelona) foi apreendida abundante documentação relacionada com o tráfico ilícito de veículos, material informático, cartões de crédito, chaves de diferentes automóveis, um detetor de documentos falsos, placas de matrícula e um kit falsificador.

A operação policial teve início em maio de 2016, quando a Polícia da Catalunha teve conhecimento de que um homem de nacionalidade espanhola e origem tunisina tinha roubado diversos veículos de gama alta em vários países europeus para os fazer chegar até ao continente africano.

Perante a coincidência de uma outra investigação paralela sobre o mesmo grupo criminoso por parte da Polícia Nacional, criou-se uma equipa conjunta de investigação sob supervisão da autoridade judicial.

Aos detidos são imputados 20 crimes de apropriação indevida, 16 de usurpação de estado civil, cinco de falsificação de documentos e branqueamento de capitais.

Depois de ouvidos pelas autoridades, um dos três detidos ficou em prisão preventiva.

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