No final de uma visita à 55ª Capital do Móvel - exposição de mobiliário de Paços de Ferreira patente no Pavilhão Carlos Lopes, no Parque Eduardo VII, em Lisboa -, Rio foi questionado se achava que, como foi dito na convenção do Movimento Europa e Liberdade (MEL), a direita precisava de se sentar num divã.

“Não sinto que nem a direita nem a esquerda se tenham de sentar num divã, de qualquer forma quer a direita quer a esquerda dizem-me pouco, porque eu sou ao centro”, disse, reafirmando o posicionamento que expressou na quarta-feira à noite, no encerramento da convenção do MEL.

Para Rio, “o PSD não precisa de fazer nenhuma deriva nem à direita nem à esquerda para governar”.

“Tem de estar no seu posicionamento e capaz de poder liderar um movimento mais alargado que o possa levar ao poder”, disse, admitindo que as maiorias absolutas são cada vez mais difíceis quer para PSD quer para PS.

Questionado sobre as várias críticas que lhe foram dirigidas pelos líderes do CDS-PP, Chega e IL sobre o seu posicionamento, Rio não quis comentar diretamente.

“Isso não é nada comigo, eu não fui ao congresso das direitas, fui a uma conferência dizer o que entendia serem as principais linhas de rumo para o país, na economia e na política. Os outros foram lá dizer outas coisas, se calhar sentiram-se no congresso das direitas e vieram dizer aquilo…”, disse.

Sobre se as pontes ficaram mais fáceis ou mais difíceis após esta convenção do MEL, Rio respondeu: “Se fosse para lá criticar os outros, as pontes eram mais difíceis. Cada um faz o que entende”.

Questionado sobre a presença, durante os dois dias da iniciativa, do seu antecessor Pedro Passos Coelho, que assistiu na primeira fila ao seu discurso, Rio diz ter gostado “imenso” de rever o antigo primeiro-ministro.

“Já não estava com o dr. Passos Coelho há muito tempo, conhecemo-nos desde os meus 20 e poucos anos e desde os 17 anos dele. Foi uma conversa muito agradável, tive muito gosto, muito prazer, gostei imenso”, afirmou.

Rio acrescentou até que a sua própria intervenção no MEL “está em larga medida sintonizada com o que é o pensamento do dr. Passos Coelho”.

Na exposição, que visitou durante cerca de uma hora, o líder viu muitos móveis, perguntou o preço de uma poltrona ergonómica para substituir a que tem há 20 anos, e até admitiu poder substituir algum mobiliário no partido.

“Não era uma má ideia, temos lá peças muito antigas, com muito desgaste, mas temos uma gestão financeira muito rigorosa. Talvez uns sofás novos”, disse aos jornalistas, que no final o questionaram sobre a exposição.

O presidente do PSD salientou que este nem foi um setores mais afetados pela pandemia de covid-19, já que como as pessoas ficaram mais confinadas se viraram mais para “os assuntos do lar”.

“Em vez de gastarem dinheiro nas férias, renovaram a casa, é defensável”, considerou.

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