“O Santuário de Fátima está de olhos postos na Ásia, mas está de olhos postos na Ásia cumprindo este objetivo do papa Francisco, que é os cristãos darem cada vez mais uma atenção a este continente onde o cristianismo está a emergir”, afirmou à agência Lusa Carmo Rodeia, diretora do gabinete de comunicação do santuário, templo que recebe no fim de semana milhares de fiéis para a peregrinação internacional aniversária, 101 anos após os acontecimentos na Cova da Iria.

Carmo Rodeia realçou que “a Ásia, como o papa diz, é um continente onde a evangelização é primordial”.

“O cristianismo na Ásia continua a ser minoritário, mas, apesar disso, é um cristianismo emergente e pujante e, de entre os países asiáticos onde de facto há um crescimento desse cristianismo, é a Coreia do Sul e que coincide com o número de grupos organizados que vem ao santuário”, acrescentou a também porta-voz do santuário.

Carmo Rodeia precisou que entre janeiro e maio deste ano o santuário, no distrito de Santarém, teve “95 peregrinações organizadas de grupos provenientes da Ásia”, sendo que 54 são grupos da Coreia do Sul e 19 da Índia.

“Pode não ser um número extraordinário de peregrinos - estamos a falar de cerca de 1.668 peregrinos só da Coreia do Sul” nestes primeiros meses do ano, admitiu, para sublinhar, contudo, que este é “um número bastante significativo” quando 2018 não é de centenário, não tem a presença do papa ou a canonização de Francisco e Jacinta Marto.

Segundo Carmo Rodeia, em 2015 foram 12 mil os asiáticos que peregrinaram a Fátima (3.700 sul-coreanos, que aumentou para 5.000 no ano seguinte e 7.000 em 2017).

“No total, tivemos 32 mil peregrinos asiáticos organizados [que se anunciam nos serviços do santuário, em 2017]”, apontou, observando que, “falando mesmo com as forças vivas de Fátima, a perceção delas é, de facto, um crescimento inusitado da Ásia”.

Segundo a porta-voz, “o santuário percebendo isto não está a piscar os olhos à Ásia”.

“Está é a dar continuidade a um esforço de evangelização, acolhendo os peregrinos asiáticos aqui da melhor forma possível e esta melhor forma possível é sinalizar, por exemplo, com a peregrinação de maio e a peregrinação de outubro a serem presididas por dois prelados asiáticos”, adiantou.

As celebrações de 12 e 13 de maio, a primeira grande peregrinação do ano ao santuário, são presididas pelo cardeal John Tong, bispo emérito de Hong Kong. Em outubro, a peregrinação vai ter a presença do bispo de Hiroshima, Alexis Mitsuru Shirahama.

Esta peregrinação tem como tema “Tempo de graça e misericórdia: dar graças pelo dom de Fátima”. As cerimónias começam às 18:30 de sábado, na Capelinha, e três horas mais tarde é recitado o terço, seguido da procissão das velas e missa.

A peregrinação termina no domingo com missa, bênção dos doentes e procissão do adeus, a partir das 10:00.

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