A maior parte das pessoas – cerca de 600 milhões de 22 países – está sujeita a confinamento obrigatório, como é o caso em Itália, o país europeu mais afetado pela covid-19 e que contabiliza 4.032 mortos, uma cifra superior à da China, onde começou a pandemia, em dezembro.

As restantes pessoas – 300 milhões de 13 países – estão sujeitas a recolher obrigatório, como é o caso da Bolívia, a quarentenas, como é no Irão, e a apelos não coercivos para não saírem de casa.

Em Portugal, onde vigora o estado de emergência até 02 de abril, o isolamento é obrigatório para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância ativa.

Os idosos com mais de 70 anos e os doentes crónicos só devem sair de casa em situações excecionais, como ir ao supermercado ou à farmácia.

No concelho de Ovar, em situação de calamidade, foi fixado um cordão sanitário, do qual ninguém entra ou sai, salvo em algumas exceções.

A Suíça, apesar de ter excluído qualquer confinamento, por considerar que é uma "política de espetáculo", proibiu a aglomeração de mais de cinco pessoas.

Defendendo a pertinência das medidas de confinamento, a Organização Mundial de Saúde assinala que a cidade chinesa de Wuhan, onde começou a pandemia, mas sem novas infeções desde quinta-feira, constitui uma esperança para o mundo.

Portugal elevou hoje para 12 o número de mortes associadas ao coronavírus da covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde, que regista 1.280 casos confirmados de infeção.

O novo coronavírus, responsável por infeções respiratórias como pneumonia, já causou pelo menos 11.401 mortos em todo o mundo, tendo sido detetados mais de 271.660 casos de infeção em 164 países e territórios.

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