De acordo com os dados divulgados pelo PS, Sérgio Gonçalves, o único candidato à liderança dos socialistas madeirenses, obteve 1.095 votos, “correspondendo a 98,6%”.

No total, cerca de 1.630 militantes estavam elegíveis a votar.

O também deputado à Assembleia Legislativa da Madeira sucede a Paulo Cafôfo, que anunciou a sua demissão do cargo de líder dos socialistas madeirenses e renunciou ao cargo de deputado no parlamento insular na sequência do mau resultado nas autárquicas de 26 de setembro do ano passado, nas quais o PS, encabeçando a coligação “Confiança”, composta também por BE/PAN/MPT/PDR, perdeu a Câmara do Funchal para o PSD/CDS-PP.

Os militantes socialistas elegeram, igualmente, os delegados ao XX Congresso, agendado para os dias 12 e 13 de março, assim como a presidente das Mulheres Socialistas da Madeira, Mafalda Gonçalves, e respetiva comissão política.

O ato eleitoral decorreu em 33 mesas de voto distribuídas pelos onze concelhos da região, entre as 10:00 e as 21:00.

Numa declaração feita esta noite na sede do PS regional, no Funchal, após conhecidos os resultados das eleições internas do partido, Sérgio Gonçalves sublinhou que “hoje é um dia muito importante para o Partido Socialista mas, sobretudo, um momento importante para a região porque representa uma renovada esperança e otimismo para um futuro melhor para todos”.

O socialista afirmou estar preparado para assumir a liderança do Governo da Madeira, atualmente de coligação PSD/CDS-PP, já em 2023, sendo esse um dos seus principais objetivos.

“Nós temos neste momento todas as condições para apresentar o melhor programa de governo para a região, que vá ao encontro dos problemas que há muito nos afetam, perante um Governo Regional que tem sido incapaz, há quase cinco décadas, de inverter esta tendência de empobrecimento, de baixo rendimento e de combate às desigualdades que persistem na nossa sociedade”, declarou.

Sérgio Gonçalves acrescentou que o PS defende a autonomia e pretende fazer uso dessa autonomia “para servir as pessoas”.

“E servir as pessoas significa baixar os impostos para as famílias e para as empresas da região, significa adequar a formação profissional e académica às necessidades do mercado de trabalho, criando também oportunidades de futuro para as futuras gerações, para que os jovens possam ter a sua independência financeira, possam constituir família e possam também comprar a sua habitação”, apontou.

Questionado se o facto de ser jovem e ter pouca experiência política pode condicionar o seu mandato, o líder hoje eleito respondeu que “aquilo que tem marcado o Partido Socialista é a competência e o compromisso”, acrescentando que essas são as linhas da moção que levará ao congresso, intitulada ‘Pela Madeira, Competência e Compromisso’.

Sérgio Gonçalves, gestor de profissão, nasceu em 07 de abril de 1979 e tornou-se militante socialista em dezembro de 2019, depois de ter sido eleito deputado para a Assembleia Legislativa da Madeira, figurando na lista de candidatos em 16.º lugar.

Estudou na Universidade de Liubliana (Eslovénia) e na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

O seu currículo profissional inclui a passagem pela empresa Aeroportos da Madeira (2006-2011) e Porto Santo Line, que explora a linha marítima Madeira-Porto Santo (2011-2019).

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