Após a reunião de terça-feira do Infarmed, a médica pneumologista Raquel Duarte, que integrou a equipa que elaborou a proposta de desconfinamento pedida pelo Governo, afirmou, em entrevista ao Diário de Notícias, que o momento é de alerta e que se devem dar "passos mais pequenos, mas seguros, que não prejudiquem o que se conseguiu até agora".

A médica considerou que "seria prudente esperar mais uma semana para ter a fotografia total da realidade no país, já com o impacto do desconfinamento na Páscoa e com a reabertura de alguns setores no dia 5 de abril, para se tomar depois uma decisão sobre o que fazer".

Raquel Duarte justifica que atualmente "ainda não há dados disponíveis que nos deem a fotografia real do impacto das medidas em vigor desde o dia 5. Não passaram 15 dias, e o que temos é um R(t) que mostra um aumento da grande transmissibilidade e uma incidência que tem vindo a crescer, devagar, mas a crescer".

A médica admite que a situação ainda se encontra controlada, sem grande impacto a nível de internamentos, mas que com o R(t) acima de 1 e a incidência a aumentar todas as semanas, a situação é de “alerta”.

“Defendemos que mais do que datar ou que definir datas, o importante é olhar para os dados e avaliá-los para se tomar decisões“, acrescentou Raquel Duarte, salientando, contudo, que a “a opinião técnica não tem em conta uma série de outros fatores que a decisão política tem, como fatores económicos e sociais.

A médica pneumologista refere também que a "proposta era muito mais lenta e, de certa maneira, mais cautelosa, porque previa que os concelhos com risco mais elevado não passassem de nível e se mantivessem no mesmo patamar".

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