"Todos os trabalhadores da PT Portugal, ontem uns, amanhã outros, estão confrontados com o maior ataque já visto aos seus direitos e respetivos postos de trabalho", refere um comunicado conjunto da Comissão de Trabalhadores (CT) e dos sindicatos que representam os trabalhadores da operadora de telecomunicações detida pelo grupo Altice.

Em causa está a transferência de trabalhadores para outras empresas do grupo e parceiros.

Em 30 de junho, a PT Portugal anunciou internamente que iria transferir 118 trabalhadores para empresas do grupo Altice e Visabeira, esta última parceira histórica da operadora de telecomunicações, cujo processo estará concluído no final deste mês.

No início do mês passado, a operadora tinha anunciado a transferência de 37 trabalhadores da área informática da PT Portugal para a Winprovit.

"Perante esta catástrofe que se avizinha, o alarme disparou e é preciso evitar a destruição daquela que foi uma das maiores empresas do país", referem, adiantando que numa reunião entre os órgãos representativos dos trabalhadores (ORT), em 04 de julho, "foi decidido realizar uma greve geral no dia 21 de julho, acompanhada de um vasto conjunto de ações preparatórias até ao dia da greve".

No dia 21 de julho "foi decidido convidar as centrais sindicais (CGTP e UGT) a participar e intervir sindicalmente".

Neste dia está prevista a concentração dos trabalhadores da PT Portugal à porta dos principais edifícios da operadora, entre os quais o localizado Picoas, em Lisboa.

Além disso, está prevista uma concentração de ativistas em frente à porta do Ministério do Trabalho, no seguimento das propostas apresentadas pelos sindicatos, em 07 de julho, cerca das 14:30.

Em 10 de julho terá lugar um plenário de trabalhadores PT/MEO no Porto, no dia 12 de julho haverá outro em Lisboa e em 17 de julho haverá um plenário em Faro.

Estão ainda previstas concentrações de ativistas sindicais em frente ao Ministério do Trabalho e Picoas, em Lisboa, nos dias 10, 12, 14, 18, 19 e 20, entre as 10:00 e 12:00 e as 12:30 e as 13:30.

Foi ainda decidido avançar com as providências cautelares em vários tribunais e exposições sobre a atual situação junto de vários governantes, desde o Presidente da República, passando pelo presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro, ministro do Trabalho, entre outros.

Na terça-feira à noite, o presidente executivo da PT Portugal, Paulo Neves, disse que a operadora está "num processo de agilização da estrutura" e o foco é no "'core'" (negócio central).

"Há um conjunto de serviços que consideramos essenciais", mas que outras empresas do grupo Altice podem fazer, explicou.

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